Washington, 6/dez – Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão realizaram na segunda-feira 6, em Washington, uma reunião trilateral com um minuto de silêncio pelas vítimas do recente ataque da Coreia do Norte a uma ilha sul-coreana, em mensagem clara de união e condenação às ações de Pyongyang.
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que a Coreia do Norte tem de “melhorar as suas relações” com o país vizinho do sul e “pôr fim ao seu comportamento provocatório”, antes de serem retomadas as negociações sobre a desnuclearização da península coreana.
Após a reunião com os homólogos sul-coreano, Kim Sung-hwan, e japonês, Seiji Maehara, Clinton defendeu ainda que a China desempenha um papel especial na influência que exerce sobre Pyongyang e disse que deseja ver este país dar um sinal claro à Coreia do Norte de condenação das suas ações provocatórias.
Por outro lado, Washington, Tóquio e Seul rejeitaram a ideia de Pequim de reunir as seis potências responsáveis pelo dossiê nuclear (as duas Coreias, o Japão, a Rússia, a China e os EUA), ainda no início deste mês.
No final da reunião, Seul voltou a referir que a Coreia do Norte sofrerá “graves consequências” em caso de novas provocações. Quatro sul-coreanos morreram em 23 de novembro no bombardeamento da ilha de Yeonpyeong. A reunião tinha como objetivo aprofundar a relação entre os três países, menos de duas semanas após esse ataque, numa tentativa de obrigar a China a uma ação mais forte.
O presidente dos EUA, Barack Obama, telefonou ao líder chinês, Hu Jintao, para pedir que diga claramente ao regime norte-coreano que as provocações são “inaceitáveis”, informou a Casa Branca. Em Pequim, o Ministério dos Negócios Estrangeiros revelou que o presidente chinês tinha insistido na necessidade de dar uma resposta “calma e racional” a esta crise.


















