Pequim, 27/nov – O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou no sábado 27, por meio de um comunicado, que o país está trabalhando para tentar dissipar a tensão entre as Coreias.
“A maior prioridade agora é manter a situação sob controle e garantir que este tipo de incidente não ocorra novamente”, diz o comunicado, referindo-se ao ataque da última terça-feira 23 da artilharia norte-coreana contra a ilha habitada de Yeonpyeong, na Coreia do Sul.
O episódio resultou na morte de pelo menos quatro sul-coreanos (dois fuzileiros navais e dois civis) e está sendo considerado um dos piores incidentes entre os dois países desde 1953, quando a Guerra da Coreia terminou, sem um tratado de paz.
A agência de notícias estatal chinesa, Xinhua, diz que o chanceler chinês, Yang Jiechi, encontrou-se na sexta-feira com o embaixador norte-coreano e conversou por telefone com seus colegas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul. Os detalhes das conversas não foram divulgados, e o Departamento de Estado americano não se pronunciou sobre o tema.
Na sexta-feira, a Coreia do Norte disse que os quatro dias de exercícios militares conjuntos dos Estados Unidos e Coreia do Sul, previstos para começar neste domingo, colocam a península coreana “próxima da guerra”.
Protesto
Cerca de mil ex-soldados da Marinha sul-coreana fizeram um protesto neste sábado, pedindo vingança contra a Coreia do Norte. Os manifestantes reuniram-se no centro de Seul, a capital sul-coreana, e queimaram uma bandeira norte-coreana e retratos do líder norte-coreano Kim Jong-Il e seu de filho, Kim Jong-Un. “Vamos nos unir e nos vingar”, gritavam os manifestantes usando uniforme militar e boné vermelho.
Poucas horas antes, perto de Seul, ocorreram os funerais dos dois fuzileiros navais que foram mortos na terça-feira pela artilharia norte-coreana, contando com a presença do primeiro-ministro da Coreia do Sul e vários líderes militares.


















