TÓQUIO – O Japão propõe participar pela primeira vez de simulações multilaterais de guerra espacial de mesa lideradas pelas forças militares dos EUA, mostra um esboço de um roteiro revisto da política espacial básica do Japão.
O Japão também quer enviar astronautas para a superfície lunar em cooperação com Washington, de acordo com a revisão premilinar do roteiro.
O governo japonês planeja apresentar o rascunho na sexta-feira para uma reunião de especialistas em política espacial e aprová-lo até o final do ano, disse uma fonte do governo.
As Forças de Autodefesa do Japão pretendem unir-se à Simulação de Guerra Schriever que será conduzida pelo Comando Espacial das Forças Aéreas dos Estados Unidos no outono do próximo ano, de acordo com o rascunho.
O projeto multilateral, que vem sendo executado desde 2001, envolverá exercícios de mesa para simular respostas a interferências eletrônicas e ataques a satélites de países participantes, que os envolvidos acreditam que poderiam ser ameaças realistas em cerca de 10 anos.
Em 2016, a Grã-Bretanha, Austrália, Canadá, Nova Zelândia, França e Alemanha se juntaram à simulação Schriever, de acordo com o Ministério da Defesa do Japão.
Tóquio pretende fortalecer sua aliança com Washington ao participar do exercício, na sequência de um acordo entre o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para expandir a cooperação no espaço durante uma reunião em Tóquio no início do mês passado.
O roteiro revisado também incorpora um plano para participar de um projeto de estação espacial. A proposta, na qual os Estados Unidos aspiram colocar uma nave espacial na órbita da lua na década de 2020, permitirá que o Japão persiga seu objetivo de enviar astronautas para a lua.
De acordo com a política espacial atualizada, o governo japonês planeja disponibilizar dados que possui, como imagens de satélite, para empresas privadas gratuitamente para que possam usá-las para criar novos negócios.
O governo aprovou o seu Plano Básico sobre Política Espacial em 2009, antes de revisá-lo em 2016. Seu roteiro foi revisado todos os anos sob a sede estratégica da Política Espacial Nacional, presidida pelo primeiro-ministro.
Foto: ©2017 iStockphoto


















