Tóquio, 3/dez – O Secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins, e o assessor Flávio Lenz estão em Tóquio para participar da 7ª Reunião do Grupo de Trabalho Conjunto Brasil-Japão de TV Digital. Com o objetivo de aperfeiçoar o sistema nipo-brasileiro de tevê digital, o ISDB-T, essas reuniões acontecem periodicamente em países que adotaram o padrão. A última aconteceu em 2009, no Peru.
Na pauta do encontro, estão assuntos relacionados à evolução do sistema, tais como a necessidade de formação de recursos humanos em diversas áreas, a divulgação internacional do ISDB-T e questões referentes à propriedade intelectual.
Além do Brasil e Japão, nove países já decidiram pelo padrão nipo-brasileiro de tevê digital: Argentina, Chile, Venezuela, Bolívia, Costa Rica, Paraguai, Peru, Equador e Filipinas. Na continente africano, Angola, Moçambique e Botsuana também já demonstraram interesse em adotar o padrão nipo-brasileiro.
As transmissões da tevê digital no Brasil completam três anos nesta semana. Atualmente, a tecnologia está presente em 425 municípios, que somam uma população de 89,5 milhões de pessoas. O novo serviço, que aos poucos chega à casa dos brasileiros, visa oferecer som e imagem de melhor qualidade, também ampliar o acesso à informação e promover a inclusão social e digital.
Um dos caminhos para isso é a interatividade proporcionada pelo padrão ISDB-T. A expectativa é que seja possível, por exemplo, comprar produtos anunciados pela televisão, realizar operações bancárias, marcar consulta médica em hospital público e navegar na internet – tudo com alguns cliques no controle remoto.
Interatividade
Já existem diversas experiências com a interatividade, mas sua popularização será possível com a utilização do Ginga, um middleware desenvolvido no Brasil, que oferece possibilidades ilimitadas ao telespectador, como, por exemplo, a obtenção em tempo real de informações sobre aquele programa que está sendo exibido em determinado canal de televisão. Em julho de 2010, a ABNT publicou a última norma técnica do middleware do Ginga. Com isso, o software de interatividade está completamente especificado e padronizado no país.
Para que toda a população tenha acesso às vantagens da tevê digital, o Ministério das Comunicações tem feito esforços junto às indústrias, visando incentivar a produção e a comercialização de conversores a preços mais baratos.
O Minicom também investe na divulgação e propagação da tecnologia de tevê digital no Brasil. Desta forma, o governo brasileiro alterou, a partir de 2010, o Processo Produtivo Básico (PPB) dos televisores de forma que todos os aparelhos de LCD ou plasma, com tela igual ou superior a 32 polegadas, deverão, obrigatoriamente, ter integrados o receptor para o sinal brasileiro de tevê digital. No próximo ano, a obrigação se estende aos televisores com tela maior que 26 polegadas. Em 2012, a todos os aparelhos de tevê com essas tecnologias.
Para que a população brasileira possa usufruir da interatividade, é preciso que os televisores tenham o Ginga instalado. Nesse sentido, o Ministério das Comunicações já iniciou os procedimentos para alterar novamente o PPB dos televisores de forma que se torne obrigatória a instalação do middleware em todos os televisores que tenham receptores do sinal digital.
O governo também tem se empenhado em uma campanha diplomática para difundir o padrão nipo-brasileiro no mundo. As onze nações que adotaram o ISDB-T como padrão de televisão digital atingem uma população de mais de 550 milhões de habitantes.
Atualmente, os esforços de difusão do padrão de tevê digital nipo-brasileira continuam em andamento na África e América Central. A sua adoção por outros países contribuirá significativamente para baratear a produção dos conversores digitais. O que significa que com o aumento da demanda, os aparelhos deverão chegar aos consumidores a um preço cada vez mais baixo.
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A 7ª Reunião do Grupo de Trabalho Conjunto Brasil-Japão de TV Digital acontece em Tóquio
Ministério das Comunicações


















