Tóquio – Mesmo diante das críticas que vem recebendo pelo programa de treinamento de não japoneses, a administração Abe deverá permitir um maior número de estrangeiros como estagiários (trainees) em mais setores da indústria e por um período maior, informou o jornal Asahi.
Um comitê do Ministério da Justiça compilou recentemente um levantamento que sugere que o governo adicione mais estrangeiros na condição de trainees assim como amplie o tempo de permanência deles dos atuais três para cinco anos.
No Japão existem 150.000 estrangeiros como trainees, segundo o Asahi. E o governo planeja ampliar esse número em uma aparente tentativa de aliviar a falta de mão-de-obra japonesa em vários segmentos, como o de construção.
A administração de Shinzo Abe incluirá a proposta da pasta da Justiça em sua estratégia de crescimento econômico ainda neste mês de junho, e planeja implementar novos programas envolvendo estagiários a partir do próximo ano.
Mas a Federação dos Advogados tem pedido o fim desta estratégia, alegando que o programa de estagiários havia sido originalmente criado para ajudar a capacitar melhor os trabalhadores de outros países para contribuir com a sociedade internacional e não para combater a escassez de mão-de-obra.
Há denúncias de casos em que estes estagiários têm sido forçados a trabalhar longas horas por salários baixíssimos, além de casos relacionados a violência. Em 2012, as violações às leis foram anotadas em 80% das empresas que adotaram este programa, informa o Asahi.
O governo tem feito esforços para conter tais abusos e tem melhorado o monitoramento do programa, tanto é que tem considerado punições aos maus empregadores.
Foto: Banco de Imagens
Shinzo Abe quer mais estagiários estrangeiros para cobrir a falta de mão-de-obra japonesa nas indústrias


















