Washington, Estados Unidos – A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, reforçou o apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro realizado na quinta-feira (19) na Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos. De acordo com informações do Kyodo News, a reunião tratou de projetos comerciais e da segurança no Estreito de Ormuz, em meio ao conflito com o Irã.
Logo após o encontro, Takaichi destacou a importância da cooperação bilateral. Além disso, sinalizou disposição para atuar ao lado de Washington em temas estratégicos. Enquanto isso, o cenário internacional segue pressionado pela escalada da guerra.
Apoio a Trump e conflito com o Irã
Durante conversa aberta à imprensa, Takaichi elogiou os “esforços de paz” de Trump. Nesse sentido, afirmou que pretende buscar apoio de outros países. “Trump é a única pessoa que pode trazer paz e prosperidade ao mundo todo”, declarou.
Os dois líderes concordaram em manter comunicação estreita. Com isso, pretendem garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. A medida ocorre em meio à intensificação da guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
Por outro lado, Trump afirmou que o Japão vem “assumindo a responsabilidade” nos últimos dias, “ao contrário da OTAN”. Além disso, destacou que a dependência japonesa de petróleo importado, que chega a 90%, “é um grande motivo para o Japão assumir a responsabilidade”.
Em relação à expectativa de Trump de que o Japão e outras nações enviassem navios de guerra para a região, Takaichi explicou “em detalhes o que o Japão pode e não pode fazer”, devido aos limites legais do país. Segundo ela, a Constituição pacifista impõe restrições às ações militares.
Projetos comerciais avançam após reunião
Após o encontro, Takaichi confirmou o avanço em iniciativas econômicas. Além disso, os dois países reafirmaram a cooperação na expansão da produção de energia americana.
A premiê também propôs um projeto conjunto de reservas de petróleo. A ideia busca reduzir preocupações com o abastecimento diante do conflito.
Nesse sentido, os governos anunciaram três novos projetos comerciais. O valor total chega a US$ 73 bilhões. Os acordos fazem parte do compromisso de US$ 550 bilhões assumido por Tóquio no ano passado.
Além disso, foram apresentados três acordos sobre minerais críticos. Esses projetos visam fortalecer a segurança econômica.
Investimentos em energia e infraestrutura
Entre os destaques, está a construção de pequenos reatores nucleares modulares. As unidades serão instaladas nos estados do Tennessee e Alabama. O investimento previsto é de US$ 40 bilhões.
Troca de elogios e momento de desconforto
Durante a agenda, Trump elogiou a compra de equipamentos militares americanos pelo Japão. Além disso, afirmou ter um “ótimo relacionamento” com Takaichi. Ele também a descreveu como “uma pessoa muito especial que está fazendo um trabalho fantástico”.
No entanto, a interação com a imprensa gerou um momento delicado. Um jornalista questionou Trump sobre não avisar aliados antes dos ataques ao Irã.
Em resposta, o presidente fez uma piada. “Não contamos a ninguém porque queríamos fazer uma surpresa. Quem entende melhor de surpresas do que o Japão, certo?”, disse.
Logo depois, ele perguntou à Takaichi: “Por que você não me contou sobre Pearl Harbor?”. A primeira-ministra não respondeu. Ainda assim, demonstrou desconforto com o comentário.
Próximos compromissos da premiê
Nesta sexta-feira (20), Takaichi visitará o Cemitério Nacional de Arlington, na Virgínia. O local homenageia mortos de guerra não identificados.
Por fim, ela retorna ao Japão no sábado (21), encerrando a estadia de três dias em Washington.
Perguntas frequentes
- Qual foi o principal tema da reunião entre Takaichi e Trump?
Os líderes discutiram o conflito com o Irã, a segurança no Estreito de Ormuz e projetos comerciais entre os países.
- O que foi acordado sobre o Estreito de Ormuz?
Eles decidiram manter comunicação próxima para garantir a segurança da navegação na região.
- Quais projetos econômicos foram anunciados?
Os governos apresentaram três projetos comerciais de US$ 73 bilhões e acordos sobre minerais críticos.




