Tóquio, Japão – Escolhida para liderar as políticas do governo em relação a estrangeiros, a ministra de Segurança Econômica, Kimi Onoda, afirmou estar comprometida com a aplicação rigorosa de regulamentações a trabalhadores estrangeiros e à aquisição de terras por não japoneses, segundo informações do jornal The Japan Times.
Em entrevista a diversos veículos de imprensa na última segunda-feira (17), a ministra enfatizou a importância de reprimir estrangeiros que não seguem as regras, a fim de aliviar as preocupações públicas. Ela acrescentou que o governo deve garantir que as pessoas que vivem de forma responsável não sejam submetidas a suspeitas injustificadas.
“Não deveria haver uma situação em que os residentes estrangeiros que cumprem a lei tenham mais dificuldade para viver aqui”, disse Onoda, que também tem raízes estrangeiras, sendo filha de pai americano e mãe japonesa.
“Isso é algo que quero transmitir claramente aos residentes estrangeiros que estão fazendo o possível para viver de forma responsável”, disse ela. Enfatizando que o Japão “não tolera trabalho ilegal ou permanência irregular” de estrangeiros, Onoda afirmou que não há contradição em permitir a entrada de trabalhadores estrangeiros necessários para ajudar a suprir a escassez de mão de obra no país, ao mesmo tempo em que se nega a entrada daqueles que violam as regras.
Venda de terras a estrangeiros também foi tema de debate
Alguns cidadãos japoneses manifestam preocupação com o fato de que a aquisição de propriedades japonesas por investidores estrangeiros, em meio à desvalorização do iene, tenha elevado os preços dos imóveis e tornado a moradia e o aluguel menos acessíveis para os residentes.
“Proteger as terras de nossa nação, é claro, é algo que o Estado deve fazer, e se há cidadãos que se sentem apreensivos com questões como a propriedade estrangeira de terras, devemos levar essa preocupação a sério e abordá-la adequadamente”, disse Onoda.
Seguindo ordens emitidas pela primeira-ministra Sanae Takaichi no início deste mês, os ministérios estão trabalhando para compreender a extensão das aquisições de terras por estrangeiros no país. A ministra afirmou que o governo irá acelerar os esforços para definir os princípios básicos das políticas relacionadas a estrangeiros até janeiro do próximo ano.
Na elaboração das políticas, o governo pretende implementar medidas mais rigorosas contra pessoas que permanecem no país após o vencimento do visto, bem como contra estrangeiros que não pagam as contribuições para a previdência social.
O número de estrangeiros residentes no Japão atingiu um recorde de mais de 3,95 milhões no final de junho, representando cerca de 3% da população total; um aumento significativo em relação aos 2,17 milhões registrados há 10 anos, de acordo com dados do Ministério da Justiça.




