Tóquio, Japão – O gabinete da primeira-ministra, Sanae Takaichi, aprovou na última terça-feira (11) a suspensão de pagamentos adicionais ao próprio salário e de seus ministros. Segundo o jornal The Asahi Shimbun, o projeto de lei ainda passará por aprovação parlamentar em sessão extraordinária.
A remuneração mensal de membros do parlamento é de cerca de 1,29 milhão de ienes. Adicionalmente, o cargo de primeiro-ministro recebe cerca de 1,15 milhão por mês; e os demais ministros do Gabinete recebem ¥489.000.
Atualmente, como parte das reformas administrativas e fiscais, a primeira-ministra devolve voluntariamente 30% de seu salário e os demais ministros, 20%. Caso os parlamentares aprovem o projeto de lei proposto por Takaichi, toda a parcela adicional será suspensa, e a suspensão continuará em vigor sob o próximo governo.
O governo de coalizão do Partido Liberal Democrático (PLD) e do Nippon Ishin espera demonstrar seu compromisso com “reformas altruístas” reduzindo os salários dos ministros. Em sua coletiva de imprensa inaugural, em 21 de outubro, Takaichi afirmou que “como governo, trabalharemos para emendar a lei a fim de garantir que os ministros não recebam salários superiores à remuneração de seus respectivos membros do parlamento”.
Em um acordo de coalizão concluído no dia anterior, o PLD e o Nippon Ishin também concordaram com uma proposta para reduzir o número de cadeiras na Câmara Baixa em 10%.




