Tóquio, Japão – O Partido Liberal Democrata (PLD) realiza neste sábado (4) a eleição interna para escolher seu novo presidente. O pleito reúne cinco candidatos, mas a disputa principal está entre Shinjiro Koizumi, atual ministro da Agricultura, Sanae Takaichi, ex-ministra da Segurança Econômica, e Yoshimasa Hayashi, chefe de gabinete do governo.
Segundo as projeções da emissora NHK, nenhum candidato deve alcançar a maioria absoluta no primeiro turno. Assim, os dois mais votados devem avançar para o segundo turno, previsto ainda para hoje.
A eleição é definida por 590 votos, divididos entre 295 de parlamentares e 295 de filiados e apoiadores do partido.
Historicamente, o líder do PLD geralmente se torna primeiro-ministro. Porém, desta vez, a situação é diferente. O partido perdeu a maioria no Parlamento nas últimas eleições e agora precisará buscar alianças ou apoio de grupos da oposição ou de legisladores independentes.
Cenário do primeiro turno
Koizumi concentra cerca de 80 votos entre parlamentares e lidera na frente. Hayashi tem apoio de aproximadamente 60. Takaichi reúne cerca de 40 votos.
Outros dois candidatos, Takayuki Kobayashi e Toshimitsu Motegi, têm em torno de 30 votos cada.
Mais de 60 parlamentares seguem indecisos, fator que pode mudar o equilíbrio da disputa.
Nos votos de filiados, Takaichi aparece ligeiramente à frente, seguida de Koizumi e Hayashi.
O peso do segundo turno
Caso confirmado, o segundo turno será decidido por 342 votos, sendo 295 de parlamentares e 47 representando as federações do partido em cada província.
Bastidores e articulações
Na véspera da eleição, candidatos buscaram apoio de líderes influentes como Taro Aso, conselheiro máximo do partido, e Fumio Kishida, ex-primeiro-ministro. Ambos ainda não anunciaram posição oficial.
Os três principais candidatos também reuniram suas equipes para análises finais e estratégias de última hora.




