Tóquio, Japão – O governo japonês está ajustando a agenda para a visita de Estado do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, entre os dias 24 e 27 de março, informou a agência de notícias Kyodo na terça-feira (11).
A decisão final será tomada em reunião na sexta-feira (14), uma vez que uma visita de Estado precisa de aprovação do governo porque as despesas são cobertas pelo país anfitrião, no caso o Japão.
Esta será a primeira visita de Estado desde a do então presidente dos EUA, Donald Trump, em maio de 2019, interrompida devido à pandemia de Covid-19.
Este ano marca o 130º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre Japão e Brasil. Durante sua estadia, Lula deve participar de eventos relacionados à família imperial no dia 25, incluindo um encontro com o imperador Naruhito e a imperatriz Masako, além de um jantar no Palácio Imperial.
No dia 26, o presidente se reunirá com o primeiro-ministro Shigeru Ishiba e participará de eventos relacionados a temas econômicos.
O Brasil, sendo a maior economia da América do Sul e abrigando a maior comunidade de descendentes de japoneses no mundo, é um parceiro estratégico para o Japão, que busca fortalecer ainda mais os laços bilaterais.
O que é visita de Estado?
É uma visita oficial de um chefe de Estado (no caso, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva) a outro país (o Japão), a convite do governo anfitrião, que paga as despesas relacionadas aos compromissos oficiais.
Esse tipo de agenda é o mais alto nível de uma visita diplomática e envolve uma série de protocolos e eventos oficiais, simbolizando a importância e o fortalecimento das relações bilaterais entre os dois países.
A visita de Estado também serve para destacar a importância estratégica da relação entre os dois países, especialmente em ocasiões especiais, como o 130º aniversário das relações diplomáticas entre Japão e Brasil
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com o primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, no Rio de Janeiro, durante a cúpula do G20, em novembro do ano passado




