Atualizado em: 03/04/2024 11:24
Tóquio, Japão – O primeiro-ministro Fumio Kishida foi questionado nesta semana em razão de uma reunião de membros do Partido Liberal Democrático (PLD) na qual participaram dançarinas seminuas, publicou a France Presse.
Imagens do encontro realizado em novembro vazaram, onde aparecem as mulheres que pertencem a uma trupe chamada Glamour Dancers.
Um dos organizadores, Tetsuya Kawabata, que é vice-chefe da ala jovem local do PLD, defendeu o evento dizendo que a presença dos “go-go dancers” era para garantir a “diversidade”.
Kawabata explicou a situação assim para a ANN News: “Convidamos as dançarinas depois de estudarmos vários pontos de vista, inclusive se isso corresponde ao tema da diversidade.”
“No entanto, a excitação que se seguiu, especialmente no final da reunião social, excedeu as minhas expectativas”, acrescentou Kawabata, que mais tarde renunciou ao partido.
Na segunda-feira, a ala jovem do PLD pediu desculpas e disse que dois membros que compareceram estavam renunciando aos seus cargos no Gabinete da Juventude, mas que continuariam a ser membros do partido e legisladores.
O episódio embaraçoso é mais um para o PLD, que está no poder há décadas, à medida que tenta trazer mais mulheres para a área política, em geral dominada por homens.
Kishida foi questionado no Parlamento nesta semana sobre a situação. Ele respondeu que isso “não corresponde ao objetivo de diversidade do gabinete”.
O premiê continuou: “O que o meu gabinete procura é uma sociedade inclusiva, na qual todas as pessoas sintam o sentido da vida com a sua dignidade e diversidade respeitadas.”
O problema é que a cada dia os índices de aprovação de seu governo são os mais baixos desde que o PLD assumiu o poder em 2012, agora com os eleitores irritados pelos escândalos de mau uso de fundo partidário, inflação alta, entre outros.
Kishida, que assumiu o cargo em outubro de 2021, enfrentará uma dura batalha eleitoral interna pela liderança do PLD no final de 2024, antes das eleições nacionais previstas para 2025.
Foto: Reprodução/TBS News