Tóquio, Japão – Desde agosto de 2021 a Força Aérea de Autodefesa precisou lançar seus caças 12 vezes para interceptar drones da China que sobrevoaram o Mar da China Oriental, mas que invadiram ou se aproximaram do espaço aéreo do Japão, publicou o Yomiuri.
O Ministério da Defesa acredita que a presença dos drones se deva aos atritos entre a China e Taiwan, que considera como parte de seu território.
O ministério disse que antes de lançar os jatos para interceptação, analisa a situação quando há ameaça de violação do espaço aéreo.
Um alto funcionário da Defesa disse que quase todos os dias nos últimos anos foi confirmada a presença de drones chineses sobre o Mar da China Oriental.
O problema teria se tornado mais frequente em setembro de 2013, com novas ocorrências em maio de 2017 e abril de 2018. Não foram registrados drones em 2019 e 2020.
O governo japonês disse que em maio de 2017 foi detectado um drone que se acredita pertencer à Guarda Costeira da China, que teria violado o espaço aéreo nas ilhas Senkaku, na província de Okinawa.
Como a China intensificou seus exercícios militares perto de Taiwan, em agosto de 2021, assim como em julho e agosto de 2022, foi detectada a presença do drone de combate TB-001 no estreito de Miyako, entre a ilha principal de Okinawa e a ilha Miya.
Em janeiro deste ano, o drone de reconhecimento WZ-7, capaz de voar em grande altitude e por longas horas, sobrevoou o Pacífico pela primeira vez.
Acredita-se que a China esteja se preparando para possíveis ataques com mísseis contra navios de guerra dos Estados Unidos e outros alvos militares.
Em fevereiro, o Ministério da Defesa informou que detectou três balões no espaço aéreo japonês entre 2019 e 2021, que seriam usados pela China para reconhecimento.
O Japão mudou seus critérios para lidar com esse tipo de situação, autorizando o uso de armas para abater objetos não tripulados como direito de legítima defesa ou ato de necessidade.
Em maio de 2017, o drone chinês permaneceu no espaço aéreo das ilhas Senkaku por cinco minutos e mudou seu curso. Mas na possibilidade de permanecer por longos períodos, o Japão poderá decidir por seu abate.
O tenente-general aposentado Shigeki Muto, disse: “A China está acelerando a operação de drones em preparação para o combate real. Existe a preocupação de que, após invasões em águas japonesas por navios chineses, a China possa violar o espaço aéreo usando drones de rotina, com o objetivo de exercer controle efetivo das Ilhas Senkaku.”
Foto: Reprodução/Ministério da Defesa
O drone de combate TB-001 da China foi visto voando no Mar da China Oriental em direção ao Oceano Pacífico em julho de 2022


















