Anjo, 25/nov – Cerca de 120 estudantes brasileiros da 2ª e 3ª séries do ensino médio assistiram à palestra dos executivos de duas indústrias japonesas, nesta quinta-feira 25, em Anjo (Aichi). Eles falaram sobre a abertura do mercardo profissional para os jovens estrangeiros e o início de recrutamento e seleção dos mesmos.
Até então, esse processo se limitava apenas aos estudantes japoneses integrantes de um progrmaa incentivado pelo governo. O evento foi uma iniciativa conjunta da direção da escola Alegria de Saber e das diretorias das empresas.
Segundo Tomu Kurahashi, presidente da escola, o evento visa mostrar aos alunos brasileiros que para eles também há possibilidades de progresso profissional dentro do mercado japonês, atuando como seishain (funcionário efetivo). “Para progredir é necessário pensar em conjunto. A empresa proporciona oportunidades e ao seishain cabe se empenhar. Assim todos crescem”, ressalta.
O primeiro a palestrar foi Hyohei Kise, executivo da indústria Makeyama, que também possui filiais no Brasil. Segundo ele, há interesse das empresas utilizarem a mão-de-obra dos jovens treinados no Japão para liderarem os trabalhos na filiais brasileiras. Eles chegariam já qualificados e empregados em seu país.
Responsabilidade social
O segundo palestrante, Toshinao Hirano, presidente da empresa Hirano, alertou para a responsabilidade social. “Temos um papel importante junto a todas as comunidades que vivem no Japão. Não podemos virar as costas. Temos que proporcionar chances para os jovens não se perderem e terem seus sonhos conquistados. Assim eles não ficam na ociosidade e correndo o risco de se envolverem com coisas erradas. Isso é positivo para todos nós, para o país”, ressalta.
Toshinao morou no Brasil por oito meses quando jovem e acredita que vê os brasileiros de maneira diferente dos outros japoneses. “Foi muito bom esse tempo de convivência lá. Hoje, vejo que temos de trabalhar sem distinção, agir baseado no interesse comum. Isso é globalização. Chega agora uma nova geração de shacho (empresário), que vai ver o estrangeiro de forma diferente”, destaca.
As empresas ressaltaram que não buscam nesses estudantes uma mão-de-obra que se limite às linhas de produção, mas que possa assimilar conhecimento técnico e assumir responsabilidades.
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Alunos da escola Alegria de Saber assistem palestra sobre mercado de trabalho no Japão
Milton Júnior/Alternativa


















