Tóquio, 22/nov – Aconteceu na manhã desta segunda-feira 22, em Tóquio, o encontro entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos, Maquinários e Informática (JMIU) e assessores do Ministério do Trabalho, Saúde e Bem-estar Social.
Dos catorze sindicalistas presentes, seis eram brasileiros, provenientes de regiões como Aichi, Gifu e Gunma. Na ocasião, eles demonstraram grande preocupação e alertaram o governo quanto ao futuro aumento de conflitos entre trabalhadores e empresas, como sendo reflexo do acordo bilateral de Previdência Social, firmado recentemente entre Brasil e Japão.
“Com o acordo entrando em vigor muitos brasileiros vão desejar ingressar no seguro social (shakai hoken) e todos sabemos que para muitos empregadores não há interesse em inscrevê-los. O que vai acarretar um aumento de conflitos trabalhistas”, ressalta Fábio Nishimaki, presidente do Sindicato de Aichi.
O objetivo é solicitar às autoridades, além da fiscalização, uma cobrança mais eficaz visando evitar essa demanda.
“A inscrição no seguro também acarreta uma obrigação para a empresa e muitos chegam a diminuir o salário do funcionário que deseja aderir ao benefício, ou até mesmo dispensá-lo. Atitudes que são ilegais. Não basta o Ministério dar um telefonema para tentar solucionar o problema. Precisamos de ações mais eficazes”, reivindica o sindicalista.
Ainda foram discutidas questões referentes ao seguro desemprego (koyou hoken) e irregularidades contratuais.
Segundo Fábio, somente neste ano, a unidade sindical de Aichi teve mais de 200 consultas trabalhistas e mais de 40 casos em que foi necessária a intervenção do órgão de classe, dos quais alguns tiveram solução amigável e outros resultaram em processo judicial.
Balanço geral
Fábio revelou que não houve promessa do governo e que nada se resolve rapidamente. “Temos que solicitar, cobrar e, em último caso, manifestar. Em encontro na embaixada do Brasil, também pedimos um maior apoio do governo brasileiro para as nossas causas, porque as reivindicações ganham outra imagem. Existe sim um peso maior que eleva a discussão da causa para a área diplomática”, finaliza.


















