Rio de Janeiro, 3/dez – A Polícia Civil divulgou na sexta-feira 3 um balanço das apreensões e prisões desde o início das operações contra traficantes que aterrorizaram a população do Rio de Janeiro, com atentados nas ruas, do dia 21 de novembro até quinta-feira 2.
Em 12 dias de confrontos, incluindo as invasões da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, foram apreendidas 518 armas, sendo 200 pistolas, 140 fuzis, 73 revólveres, 35 metralhadoras, 34 espingardas e 18 submetralhadoras, além de 38 granadas e seis bombas artesanais.
O total de drogas apreendidas é 34,194 toneladas, sendo 33,8 toneladas de maconha, 313,9 quilos de cocaína, 54 quilos de crack e 1,9 quilo de haxixe, além de 108 litros de cloreto de etila, usado para fazer lança-perfume.
O número de presos ficou em 118, com a apreensão de 21 menores. A maior parte das apreensões e prisões ocorreu na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão. Algumas ocorrências foram em outras áreas, em confrontos diretos com os criminosos, que tentavam espalhar o terror, ateando fogo a veículos em diversas partes da cidade.

Polícia mostra drogas, armas e munições apreendidas no Complexo do Alemão
Marcello Casal Jr./ABr
Imagem melhorada
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pela operação das forças de segurança pública que ocuparam o Complexo do Alemão e favelas da Penha, no Rio de Janeiro. Para Lula, a tomada do complexo de favelas serviu para melhorar a imagem do Brasil no exterior.
“Toda vez que se tentava fazer alguma coisa nas favelas do Rio, parecia conflito, agressão. Dessa vez, a coisa foi tão bem arquitetada que o governador deve ter sentido orgulho de ver o povo na rua aplaudindo uma ação do governo. E mostrou que não tem outro jeito de resolver esse problema a não ser separar o joio do trigo”, disse o presidente, que concedeu uma entrevista a jornalistas estrangeiros que atuam no Brasil.
Para Lula, há algum tempo o governo trabalha com a ideia de que “a única forma do Estado se mostrar presente é mostrando serviço”. E acrescentou que, antigamente, só se falava do Brasil na época da Copa do Mundo e do Carnaval e que, agora, a imagem do Brasil no exterior é melhor do que há alguns anos.
Pacificação
O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse na sexta-feira 3 que a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal continuarão no Rio de Janeiro por tempo indeterminado. “Eles continuarão enquanto for necessário para a pacificação do Rio e a manutenção do principal projeto de segurança no Rio de Janeiro, que é essa pacificação urbana”, disse o ministro, em referência às unidades de Polícia Pacificadora (UPP).
Segundo Barreto, o sistema prisional federal continua à disposição do estado para receber presos “que porventura estejam construindo uma ameaça à população”. Quanto aos riscos para os turistas que começam a chegar para passar férias no estado no final do ano, Barreto afirmou que o governador Sérgio Cabral mantém permanente contato com o ministério e que a situação está sendo avaliada diariamente.
“O que tem sido feito no Rio já garante maior segurança à população e aos turistas. Certamente teremos um grande réveillon, um grande final de ano, e o mais importante, a estrutura de um projeto de paz que veio para ficar”, acrescentou.


















