Londrina, 30/nov – Os brasileiros que querem regressar ao país e se inserir no mercado de trabalho podem ter boas chances no setor de transporte de cargas. O segmento é hoje um dos que mais empregam no Brasil, atraindo com salários que chegam a R$ 3 mil, inclusos os benefícios.
“Impulsionado pelo crescimento da economia brasileira, o segmento de transportes em geral, incluindo o de cargas, sofre com um déficit de 130 mil motoristas”, garante Cláudio Roberto Vieira, coordenador do Serviço Nacional de Aprendizagem de Transporte (SEST/SENAT), de Londrina (PR). O órgão é administrado pela Confederação Nacional de Transportes.
Segundo Vieira, apesar da carência generalizada do setor, a condução de carga é que lidera a deficiência de profissionais, levando muitas empresas a manter seus caminhões parados por falta de motoristas. “Nosso mural está lotado de ofertas de empregos”, completa.
O coordenador explica que o avanço da tecnologia embarcada nestes veículos, guiados com computadores de bordo, tem pedido uma qualificação maior dos condutores.
Eles precisam de conhecimento básico de informática, para interagir com a tela ou painel da cabine, teclando ou apertando os códigos, já que ficam praticamente online com a empresa.
“Frotas envelhecidas estão saindo de circulação, levando muitos estradeiros a emigrarem para caminhões ou carretas modernas. Alguns candidatos com baixa escolaridade, porém, tem dificuldade para responder a essa demanda.
Pesam ainda outros fatores como o inconveniente das viagens longas que chegam a durar um mês, riscos de assaltos e de acidentes por culpa da falta de manutenção das malhas rodoviárias.
Mas para quem não quer ficar parado e aprecia viajar em uma boleia, a profissão pode render um ganha-pão razoável.
Cabe lembrar que o avanço da tecnologia também tem contribuído para prevenir sequestros, já que os mecanismos de monitoramento ou rastreamento dos caminhões travam o veículo, caso ele saia da rota específica.
Vieira tranquiliza os candidatos, lembrando que os próprios fabricantes, quando fazem a entrega técnica, ministram ensinamentos básicos aos estradeiros.
O SENAT é outro aliado, oferecendo cursos de capacitação como o de condução econômica que serve para motoristas de qualquer fabricante de veículos pesados ou semipesados. Custa R$ 500.
O órgão dá também cursos obrigatórios para os que querem se profissionalizar no transporte coletivo de passageiros e de produtos perigosos. Custam cada um R$ 180 mais taxa de R$ 46.
Mesmo que o funcionário tenha intenção de obter depois a qualificação para carregar mercadorias perigosas, muitas empresas a têm exigido, já que no retorno da viagem pode se deparar com uma carga dessas.
Os interessados nos cursos podem ligar para 55-43-3376-7000 (Londrina) ou acessar o site http://www.sestsenat.org.br.
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A exemplo do SENAC e SENAI, o SEST/SENAT de Londrina ministra cursos técnicos voltados à área de transporte
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