Londres/Brasília – O semanário The Economist publicou artigo criticando o Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que a corte brasileira adote uma postura de “moderação” para não agravar a desconfiança da população brasileira.
O texto do The Economist indicou que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pode não ser imparcial.
Segundo a revista, o julgamento deveria ser realizado no plenário do STF, o que pode ajudar a restaurar a imagem de imparcialidade do tribunal, noticiou a Jovem Pan.
Além disso, a publicação citou: “Dos cinco (ministros), um é ex-advogado pessoal de Lula [Zanin] e outro é seu ex-ministro da Justiça [Dino]. O julgamento, portanto, corre o risco de reforçar a percepção de que o tribunal é guiado tanto pela política quanto pela lei.”
The Economist criticou o ministro Alexandre de Moraes, que é acusado de exercer “poderes surpreendentemente amplos” e de tomar decisões monocráticas em questões políticas delicadas.
A publicação cita Moraes como tendo poder excessivo, especialmente nas decisões relativas à plataforma X, de Elon Musk. “Seu histórico mostra que o Poder Judiciário precisa ser reduzido”, pregou o semanário.
Defesa
Já o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, contestou a publicação da revista, defendendo a corte e o ministro Alexandre de Moraes.
Barroso defendeu a integridade da democracia brasileira, ressaltando que o STF opera dentro de um sistema de freios e contrapesos, e que as decisões tomadas de forma individual são sempre confirmadas pelo colegiado.
Para Barroso, o país desfruta de uma democracia robusta, onde os direitos fundamentais são respeitados e protegidos.
Além disso, o presidente da corte elogiou a atuação de Moraes, afirmando que o ministro desempenha suas funções com coragem e que suas decisões são sempre validadas pelos outros juízes do STF.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Ministro Alexandre de Moraes
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