Shiga, Japão – Uma comitiva do governo do Rio Grande do Sul está no Japão em visita oficial. A primeira parada foi na província de Shiga na segunda-feira (18), já que o estado gaúcho e a província japonesa celebram uma irmandade desde 1980.
Leite manteve conversações com o governador de Shiga, Taizo Mikazuki sobre a possibilidade de expansão da cooperação bilateral em gestão hídrica, resiliência climática e tecnologias ambientais, já que Shiga é uma das mais avançadas neste setor, segundo nota do governo gaúcho.
O governador gaúcho convidou Mikazuki a visitar o Rio Grande do Sul em 2025, quando serão celebrados os 45 anos de irmandade.
“A parceria com Shiga é um exemplo de como podemos construir laços que ultrapassem fronteiras, baseados em valores comuns como sustentabilidade, inovação e preservação ambiental. Estamos empenhados em ampliar essa colaboração”, disse Leite.
A comitiva também participou de um passeio pelo lago Biwa, o maior do Japão, em um barco chamado de “Rio Grande”. Na província, os brasileiros conheceram iniciativas de controle de enchentes e proteção de recursos hídricos, o que é importante em razão das enchentes recordes registradas recentemente no estado.
“O Japão representa um modelo de desenvolvimento que alia tecnologia de ponta e responsabilidade ambiental, pilares que também buscamos implementar no Rio Grande do Sul”, explicou o governador. “Esta primeira etapa da missão nos coloca em contato direto com experiências transformadoras que podem inspirar soluções para os desafios que enfrentamos no Estado.”
Catedral Subterrânea
Em razão das recentes enchentes recordes ocorridas no Rio Grande do Sul, a comitiva também visitou na quarta-feira (20) o Metropolitan Area Outer Underground Discharge Channel, em Saitama, conhecido como a “Catedral Subterrânea”.
A estrutura é um dos maiores e mais avançados sistemas de controle de enchentes do mundo, projetado para proteger a região metropolitana de Tóquio contra inundações causadas por tufões e chuvas intensas.
O governador Leite mostrou interesse na obra: “É interessante que possamos observar soluções de engenharia que foram adotadas para contenção de cheias para podermos identificar todas as possibilidades que a engenharia oferece.”
O sistema de Saitama levou 13 anos para ser construído, com um investimento de quase 2 bilhões de dólares. Leite ressaltou que o projeto da Catedral Subterrânea é fundamental para nortear a modernização da infraestrutura do estado gaúcho, tópico que integra o chamado “Plano Rio Grande”, que contempla não apenas obras de engenharia, sistemas, tecnologia, mas também a educação.
“Isso é determinante e a gente observa como essa cultura já está muito incorporada na sociedade japonesa. Por isso, temos esse pilar do plano Rio Grande que é justamente focado em educação, conscientização e instrução para a população, para ela estar bem orientada sobre como agir, o que fazer e como atuar em situações de calamidade”, disse Leite.
A comitiva visitou também o Instituto Nacional de Pesquisa para Ciências da Terra e Prevenção de Desastres Naturais (NIED) e o Centro Internacional de Gestão de Riscos Hídricos na cidade de Tsukuba (Ibaraki). O grupo tem na agenda ainda visita às empresas Toyota, Mitsubishi Heavy Industries e Shizen Energy.
Foto: Mauricio Tonetto/Palácio Piratini
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