Tóquio, 21/nov – Os três candidatos e dois suplentes eleitos membros do Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior (CRBE) estão reunidos nesta tarde de domingo 21 na embaixada do Brasil em Tóquio. Eles discutem alguns temas que serão apresentados na 3ª Conferência Brasileiros no Mundo, que será realizada no Rio de Janeiro nos dias 2 e 3 de dezembro.
Os conselheiros Angelo Ishi, Carlos Shinoda e Newton Takahiro Sonoki, e os suplentes Sandra Mieko Kudeken Borges e Wilson Keiiti Hayashida participam do encontro com alguns membros da comunidade.
“Precisamos insistir com o governo brasileiro na criação de uma política para orientar o brasileiro antes dele sair do Brasil e também para quem volta ao país”, defende Shinoda.
Patrícia Cortes, diplomata responsável pelo setor de comunidade da embaixada brasileira, abriu o encontro e lembrou a importância da criação do CRBE como instrumento de diálogo do governo com os brasileiros.
“Reconhecemos que, como processo inédito, a eleição apresentou falhas. Mas devemos ver esse grupo não com olhos críticos, mas sim tentar contribuir para melhorarmos o que já foi criado”, pediu Patrícia. Ela lembrou também que os conselheiros precisam aglutinar ideias de brasileiros de outras regiões, como África e Oceania.
Processo de eleição
A votação para eleger os membros do CRBE foi realizada de 1º a 9 de novembro, através da internet. Foram eleitos 16 conselheiros e 16 suplentes, sendo quatro de cada região geográfica: América do Sul e América Central; América do Norte e Caribe; Europa; Ásia, África, Oriente Médio e Oceania. O Japão teve no total 15 candidatos.
O quarto membro eleito da região Ásia, África, Oriente Médio e Oceania é Siham Hussein Harati e os outros dois suplentes são Khaled Hamad Haymour e Roberto Khatlab, todos do Líbano.
Mais de 18,5 mil brasileiros que vivem no exterior participaram da votação, que teve 298 candidatos nas quatro regiões definidas pelo Itamaraty. O subsecretário-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, embaixador Eduardo Gradilone, disse que o conselho deverá atuar como uma ponte entre as reivindicações dos brasileiros que vivem fora do país e o governo.
Um dos desafios será conciliar os interesses das diversas comunidades brasileiras. “As reivindicações são muito diferentes entre os ‘brasiguaios’ [brasileiros que vivem no Paraguai], os dekasseguis [no Japão] e os brasileiros que vivem nos Estados Unidos, por exemplo. O Itamaraty tem sido um moderador dessas demandas. O conselho pode agir como um instrumento de harmonização, as comunidades ainda precisam se entender melhor”, explicou o embaixador.
Os conselheiros não são remunerados nem têm estrutura nas embaixadas ou consulados do Brasil. O conselho se reunirá duas vezes por ano com o governo brasileiro.
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Newton Sonoki, Carlos Shinoda, Sandra Borges, Angelo Ishi e Wilson Hayashida, unidos em prol da comunidade
Ewerthon Tobace/Alternativa


















