Hamamatsu, 19/nov – O Kenmin Seikatsu Center, órgão vinculado ao governo da província de Shizuoka que trata de assuntos do cotidiano, promoveu um seminário sobre economia doméstica voltado a brasileiros, na sexta-feira 19, em Hamamatsu (Shizuoka). A palestra foi dada pela economista Teruyo Iketani, 51 anos, especializada em consultas financeiras, segundo informou o jornal Chunichi.
Em função da crise econômica e da redução dos salários -ou até mesmo da perda do emprego- que se registrou nos últimos anos, o governo achou que seria conveniente passar dicas de como fazer um planejamento doméstico para evitar gastos em excesso e levar uma vida tranquila. Este foi o segundo seminário realizado em Hamamatsu para brasileiros. O primeiro aconteceu em março deste ano.
Segundo Iketani, muitas pessoas não sabem como lidar com o dinheiro e acabam gastando demais. É necessário fazer um planejamento de acordo com os rendimentos da família e as despesas, incluindo uma poupança para garantir os estudos dos filhos e até para assegurar uma velhice saudável, sem depender exclusivamente da aposentadoria.
Para quem pensa em morar definitivamente no Japão, também deve ser incluída no planejamento a questão moradia, no que se refere à compra de uma casa ou apartamento. “O importante é reunir a família e conversar sobre o assunto o quanto antes, criando medidas para economizar”, disse Iketani, que ainda fez um alerta sobre o uso compulsivo dos cartões de crédito.
Planilha de gastos
A brasileira Elizabeth Matsumoto, 53 anos, de Hamamatsu, descobriu um método prático de controlar suas despesas. Com a ajuda do filho, há dois meses ela instalou no computador de casa um programa que exibe uma planilha de gastos no mês. “Eu coloco o quanto a gente recebeu de salário e arubaitos e vou incluindo as despesas. O programa se encarrega de fazer as contas e de mostrar o saldo”, conta.
Até então, Elizabeth recorria a um caderno para fazer as anotações. “Mas no computador é bem mais prático. Agora, qualquer compra que eu faço pego a notinha, até mesmo quando vou à loja de conveniência pegar uma latinha de café”, diz a brasileira, que aprendeu a não ficar gastando com muitos produtos supérfluos.
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Elizabeth Matsumoto faz o controle de gastos com a ajuda de um programa de computador
Claudio Endo/Divulgação


















