Tóquio, Japão – O Partido Liberal Democrata (PLD) realizou, na manhã desta segunda-feira (8), uma reunião extraordinária reunindo seus comitês de Segurança Nacional e Assuntos Externos.
O encontro foi convocado depois que um caça da Força Aérea de Autodefesa (JASDF) foi alvo de um radar de controle de tiro de uma aeronave militar da China sobre águas internacionais ao sudeste da ilha principal de Okinawa, informou o jornal Yomiuri.
O PLD classificou o episódio como uma “ação perigosa” que pode desencadear um confronto inesperado, e pediu que o governo fortaleça sua comunicação para demonstrar a legitimidade da posição japonesa.
Os radares de controle de tiro são usados para travar a mira e guiar armamentos em direção ao alvo.
Logo na abertura da sessão, o presidente do Conselho de Políticas do partido, Takayuki Kobayashi, condenou a atitude chinesa, afirmando tratar-se de “um ato extremamente perigoso que pode provocar incidentes inesperados”.
Ele também rebateu a alegação de Pequim — que acusa o avião japonês de se aproximar repetidamente e interferir em um treinamento — dizendo que China e Japão divulgam interpretações completamente distintas e que “uma postura firme é indispensável”.
Cerca de dez parlamentares participaram do encontro, no qual representantes dos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores explicaram os detalhes do incidente.
Após a reunião, o presidente do Comitê de Segurança Nacional, Itsunori Onodera, relatou que alguns membros pediram ao governo que “não perca a guerra de narrativas diplomáticas”.
Governo reafirma que caça japonês mantinha distância segura
Em coletiva na manhã desta segunda, o secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, afirmou que o caça da JASDF mantinha distância segura da aeronave chinesa, rejeitando categoricamente a acusação de que teria comprometido sua segurança.
Sobre a mira de radar, Hayashi destacou que se tratou de “um ato perigoso que excede os limites do necessário para garantir a segurança de voo”, classificando o caso como “extremamente lamentável”.
Porta-aviões chinês Liaoning intensifica operações perto de Okinawa
O incidente ocorre em meio ao aumento das atividades militares chinesas na região. O Ministério da Defesa informou que o porta-aviões chinês Liaoning navegou no fim de semana da área a oeste da ilha de Okidaito para o nordeste, alcançando águas cerca de 190 km a leste de Kikaijima, em Kagoshima. Durante o trajeto, caças J-15 realizaram cerca de 100 decolagens e pousos.
Foi durante essas operações que um dos J-15 apontou um radar contra um F-15 japonês acionado em resposta à movimentação do porta-aviões. O Liaoning continuou suas atividades na área, enquanto o Japão reforçou o monitoramento empregando não apenas aeronaves da JASDF, mas também destróieres da Força Marítima de Autodefesa.




