Tóquio, Japão – O novo ministro da Justiça do Japão, Hiroshi Hiraguchi, afirmou na terça-feira (22) que pretende reforçar as políticas relacionadas a estrangeiros, classificando o tema como uma questão “urgente” para o país.
“O problema dos estrangeiros é uma questão premente, e quero me dedicar com força a isso”, declarou o ministro durante sua primeira coletiva de imprensa após a posse no Ministério da Justiça.
Hiraguchi disse que a forma de receber e integrar estrangeiros impacta profundamente a economia e a sociedade japonesa. Ele ressaltou a necessidade de preparar respostas antecipadas para os desafios administrativos de imigração e convivência multicultural.
Oito diretrizes do governo Takaichi
O ministro revelou ter recebido da primeira-ministra Sanae Takaichi oito instruções prioritárias. Entre elas estão prevenção da reincidência entre ex-detentos, revisão do sistema de reabertura de julgamentos e reforço das medidas contra estrangeiros em situação irregular.
“São questões que afetam diretamente a vida dos cidadãos japoneses. Pretendo enfrentá-las com total empenho”, afirmou.
Política de imigração e trabalho estrangeiro
Questionado sobre o futuro da imigração, Hiraguchi reiterou que o tema será uma das principais pautas de sua gestão.
“O acolhimento de estrangeiros continuará sendo essencial. Quero ampliar as oportunidades por meio do novo sistema de trabalho de desenvolvimento e treinamento que será implementado”, disse, referindo-se à substituição do antigo programa de estagiários técnicos.
Posição sobre a pena de morte
Sobre a execução da pena capital, Hiraguchi defendeu uma análise cautelosa, mas manteve uma posição firme diante de crimes graves.
“É preciso considerar a opinião pública e a justiça social, mas acredito que a pena de morte é inevitável em casos de crimes hediondos.”
Natural da província de Hiroshima, Hiraguchi, de 77 anos, elegeu-se pela primeira vez em 2005 pelo Partido Liberal Democrata (PLD) e está em seu sexto mandato como parlamentar.
Ele já atuou como vice-ministro da Justiça e do Meio Ambiente e presidiu o Comitê de Justiça da Câmara Baixa do Parlamento. Esta é sua primeira nomeação para o gabinete ministerial.




