Atualizado em: 03/04/2024 15:50
Tóquio, Japão – O primeiro preso no escândalo envolvendo fundos do Partido Liberal Democrático (PLD) é o legislador Yoshitaka Ikeda. Ele foi preso por promotores públicos neste domingo (7), sob a suspeita de não declarar cerca de 48 milhões de ienes, publicou o Asahi. As autoridades acreditam que o político possa ocultar ou destruir provas.
Ikeda tem 57 anos de idade e pertence à facção que era liderada por Shinzo Abe, ex-premiê que foi assassinado em julho de 2022.
No PLD existem várias facções, sendo que a Abe é suspeita de ter mantido fora dos livros de controle do partido cerca de 500 milhões de ienes em receitas de eventos para angariar fundos entre 2018 e 2022.
No caso de Ikeda, os promotores dizem que ele é suspeito de não listar os 48,26 milhões de ienes nos relatórios do fundo partidário de sua facção ao longo de cinco anos, o que teria feito com o beneplácito do secretário de política, Kazuhiro Kakinuma, que supervisiona a contabilidade, segundo fontes. Kakinuma, de 45 anos, também foi preso.
A facção Abe é a maior do PLD e ofereceu aos legisladores do partido cotas para venda de ingressos nos eventos para angariar fundos. Se um legislador excedesse a quota de vendas, a facção devolvia o dinheiro extra e não registava o valor como rendimento nos seus relatórios de fundos políticos, segundo fontes.
As fontes disseram ainda que os 48,26 milhões de ienes são a segunda maior quantia que um legislador da facção Abe recebeu em cinco anos.
Consta que Ikeda teria corrigido os relatórios de fundos políticos da sua organização política a partir de 8 de dezembro, para adicionar 48,26 milhões de ienes em “doações” da facção Abe ao longo dos cinco anos.
No dia 27 de dezembro os procuradores revistaram os escritórios de Ikeda tanto no Parlamento, em Tóquio, quando em Nagoia, na província de Aichi.
Foto: Reprodução/ANN News
O membro da Câmara Baixa do Parlamento, Yoshitaka Ikeda