Estados Unidos – A Microsoft informou no sábado (20) que a falha de um software da empresas de segurança cibernética CrowdStrike afetou cerca de 8,5 milhões de dispositivos no mundo, publicou a Reuters.
A gigante de tecnologia publicou em um blog: “Estimamos que a atualização do CrowdStrike afetou 8,5 milhões de dispositivos Windows, ou menos de 1% de todas as máquinas Windows.”
Segundo a Microsoft, a atualização de software da CrowdStrike desencadeou problemas de sistemas que suspenderam voos, forçaram as emissoras a sair do ar e deixaram os clientes sem acesso a serviços como cuidados de saúde ou bancários.
A Microsoft reconheceu que embora o percentual de aparelhos afetados tenha sido pequeno, o impacto econômico e social reflete o uso do CrowdStrike por empresas que geram muitos serviços críticos.
A CrowdStrike ajudou a desenvolver uma solução que ajudará a infraestrutura Azure da Microsoft a acelerar uma correção, disse a Microsoft, acrescentando que estava trabalhando com Amazon Web Services e Google Cloud Platform, compartilhando informações sobre os efeitos que a Microsoft estava vendo em toda a indústria.
Situação
No sábado (20), as companhias aéreas estavam se recuperando da interrupção que gerou o cancelamento de milhares de voos nos Estados Unidos, Japão e em outras regiões do mundo, deixando os passageiros presos ou enfrentando horas de atrasos.
A companhia Delta Air Lines, uma das companhias aéreas mais atingidas, disse que no sábado mais de 600 voos foram cancelados, acrescentando que cancelamentos adicionais eram esperados.
Falha da CrowdStrike
Especialistas disseram que a atualização de rotina do software de segurança da CrowdStrike aparentemente não passou por verificações de qualidade adequadas antes de ser implantado.
No caso, a versão mais recente do software do sensor Falcon foi projetada para tornar os sistemas dos clientes CrowdStrike mais seguros contra hackers, atualizando as ameaças contra as quais ele se defende.
O problema é que o código defeituoso nos arquivos de atualização resultou em uma das interrupções tecnológicas mais difundidas nos últimos anos para empresas que usam o sistema operacional Windows da Microsoft.
Afetou bancos, companhias aéreas, hospitais, escritórios governamentais, empresas ferroviárias, parques temáticos entre outros locais.
Segundo os especialistas, a CrowdStrike divulgou informações para consertar os sistemas afetados, mas disseram que colocá-los online novamente levaria tempo, pois seria necessário eliminar manualmente o código defeituoso.
“O que parece é, potencialmente, a verificação ou o sandbox que eles fazem quando olham o código, talvez de alguma forma esse arquivo não tenha sido incluído nele ou tenha escapado”, disse Steve Cobb, diretor de segurança do Security Scorecard, que também teve alguns sistemas afetados pelo problema.
Foto: Reprodução
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