Los Angeles – A hashtag #BlackOutTuesday tornou-se um dos assuntos mais comentados do Twitter, já que centenas de milhares de empresas e pessoas, incluindo canais de TV e celebridades, publicaram fotos de tela preta para sinalizar apoio à justiça racial, enquanto os protestos nas ruas dos Estados Unidos pelo assassinato de George Floyd pela polícia entraram na segunda semana.
Muitas empresas interromperam o trabalho normal e direcionaram seus esforços para apoiar o trabalho do Black Lives Matter e de outros grupos de justiça social.
O serviço de streaming Spotify destacou a música de artistas negros, a Sirius XM Radio disse que silenciaria seus canais de música por três minutos, e o DJ da Apple Music, Zane Lowe, twittou que não iria apresentar seu programa de rádio, mas estaria “ouvindo, aprendendo e procurando soluções para combater a desigualdade racial”.
Floyd for morto na semana passada por um policial branco de Minneapolis e as imagens de sua morte desencadearam uma onda de indignação nas cidades dos Estados Unidos, polarizando o país politicamente e racialmente.
O movimento Blackout Tuesday foi desencadeado por dois executivos da indústria fonográfica dos EUA para pressionar o setor de música a ampliar a presença de negros nos postos mais altos. O rap e o R&B ultrapassaram o rock em 2017 tornando-se o maior gênero musical dos Estados Unidos.
Rapidamente, o movimento foi adotado por gravadoras, celebridades, incluindo Rihanna, Taylor Swift, Katy Perry e o jogador de basquete LeBron James e norte-americanos comuns.
O movimento também deu origem a dissidentes. O Black Lives Matter queixou-se de que as notícias sobre seus protestos foram minimizadas, enquanto Franklin Leonardo, um executivo do cinema, disse que não iria participar.
“Um ‘show’ de solidariedade não é solidariedade”, escreveu Leonard no Twitter. “E publicar um bloco preto em seu feed no Instagram por um dia definitivamente não é.”
Foto: Reuters
Movimento Blackout Tuesday foi desencadeado para pressionar o setor de música a ampliar a presença de negros em seus postos executivos




