Tóquio – O apoio público ao gabinete da primeira-ministra Sanae Takaichi registrou uma queda em dezembro, caindo 3,9 pontos percentuais em relação ao mês anterior e atingindo 59,9%. Os dados são de uma pesquisa mensal da Jiji Press divulgada nesta quinta-feira (11). A taxa de aprovação caiu após ter registrado, em novembro, o segundo nível mais alto para um gabinete recém-empossado desde 1960. A taxa de desaprovação em dezembro ficou em 13,6%.
Ao serem questionados sobre os motivos para apoiar o Gabinete Takaichi, 26,4% dos entrevistados citaram Takaichi como uma boa líder, 20,3% disseram confiar no primeiro-ministro, 18,2% tinham uma impressão positiva do Gabinete e 12,5% eram favoráveis às suas políticas (permitidas múltiplas respostas). Entre os motivos de desaprovação, 5,3% disseram não confiar no Gabinete e 4,9% disseram esperar pouco dele.
A pesquisa entrevistou 2.000 pessoas com 18 anos ou mais em todo o país, durante quatro dias, até a última segunda-feira. Respostas válidas foram obtidas de 56,6% dos entrevistados.
Reações às Declarações de Taiwan
As recentes declarações de Takaichi sobre uma possível contingência em Taiwan, que geraram irritação na China, foram consideradas apropriadas por 39,5% dos entrevistados, enquanto 25,4% disseram o contrário. Aqueles que não souberam ou não quiseram opinar somaram 35,1%. Em 7 de novembro, Takaichi havia afirmado em uma reunião parlamentar que o possível uso de força da China contra Taiwan poderia ser uma “situação de ameaça à sobrevivência” para o Japão, o que permitiria o exercício do direito à autodefesa coletiva. Essas declarações provocaram forte reação negativa da China e esfriaram as relações bilaterais.
Entre os apoiadores do Gabinete, o suporte às declarações de Takaichi foi de 53,7%, superando em muito os 17,1% que as consideraram inapropriadas. Já entre aqueles que desaprovam o Gabinete, apenas 14,9% as viram como apropriadas, contra 66,9% que as consideraram inapropriadas.
Princípios Não Nucleares e Orçamento Suplementar
Sobre a defesa de Takaichi por uma revisão do terceiro princípio não nuclear do Japão (não permitir que armas nucleares sejam trazidas para o país), 46,6% dos entrevistados disseram que o princípio deve ser mantido, enquanto 28,2% apoiaram a revisão. Os 25,2% restantes não tinham opinião ou não sabiam. Mesmo entre os apoiadores do Gabinete, 43,5% se opuseram à revisão, contra 33,3% que a apoiaram. Entre os que desaprovam, 60,4% se opuseram e 22,1% foram a favor. Os três princípios não nucleares são considerados política nacional desde 1967.
Em relação à proposta orçamentária suplementar do governo para o ano fiscal de 2025, 58,4% dos entrevistados apoiaram o abono de família adicional de ¥20.000 (US$ 128) por criança e os subsídios para contas de luz e gás durante o inverno, contra 22,1% que se opuseram. O apoio às medidas foi alto mesmo entre os apoiadores do Partido Democrático Constitucional do Japão, o principal partido de oposição, onde atingiu 46,7%.
Eleições e Partidos
Quanto ao calendário das próximas eleições gerais para a Câmara dos Representantes, 19,1% disseram que deveriam ser realizadas o mais breve possível, enquanto 45,7% disseram que não. A antecipação foi defendida por 20,3% dos apoiadores do Partido Liberal Democrático (PLD), no poder, e por 14,6% dos apoiadores do Partido da Inovação do Japão (PIJ), parceiro de coalizão do PLD.
O apoio ao PLD caiu 0,9 ponto percentual, para 20,9%, mantendo-se como o maior índice entre os partidos. O CDP liderou a oposição pela primeira vez em cinco meses, com sua taxa de aprovação subindo 0,4 ponto percentual, para 4,0%. O JIP e o Komeito receberam 3,6% cada, seguidos pelo Partido Democrático Popular (3,4%), Sanseito (3,0%), Partido Comunista Japonês e Partido Conservador do Japão (0,9% cada), Reiwa Shinsengumi (0,7%), Team Mirai (0,4%) e Partido Social Democrata (0,2%).
Fonte: JT / Imagem: Arquivo




