Nantan, Japão – A polícia de Quioto acusou formalmente de homicídio, nesta quarta-feira (6), o padrasto do menino Yuki Adachi (安達結希), de 11 anos, encontrado morto após dias desaparecido, elevando o caso para investigação de assassinato e aprofundando o impacto de um crime que abalou o Japão, informou o Kyoto Shimbun.
O suspeito, que também se chama Yuki Adachi (安達優季), mas com ideogramas diferentes, está preso desde 16 de abril sob acusação de ocultação de cadáver.
Agora, segundo fontes da investigação, ele recebeu acusação por ter matado o menino, cujo corpo estava em uma área de mata na cidade de Nantan.
De acordo com os investigadores, há indícios de que o menino morreu por estrangulamento na manhã de 23 de março, dentro do banheiro de um parque próximo à residência da família. A criança foi dada como desaparecida no mesmo dia, após não comparecer à escola.
Causa da morte
Inicialmente, o padrasto afirmou ter levado o garoto de carro até a escola por volta das 8h, mas a polícia acredita que ele não chegou a deixá-lo no local. A suspeita é de que ele levou o menino diretamente ao banheiro, onde teria ocorrido o crime.
Embora a autópsia não tenha determinado de forma conclusiva a causa da morte, análises posteriores levaram os investigadores a concluir que a asfixia é a hipótese mais provável.
O suspeito havia se casado com a mãe do menino no ano passado e se tornado padrasto dele. Segundo relatos colhidos pela polícia, a relação entre os dois parecia conturbada, e há indícios de que conflitos motivaram o crime.
Polícia mantém investigação
As buscas mobilizaram mais de mil policiais em toda a cidade de Nantan. Ao longo das investigações, familiares encontraram a mochila escolar da criança. Dias depois, a polícia localizou um par de tênis semelhante ao que ele usava no dia do desaparecimento.
A polícia encontrou o corpo em 13 de abril, a cerca de 4,5 quilômetros do ponto onde estava o calçado.
O padrasto já havia admitido envolvimento no abandono do corpo, segundo a polícia. Durante as apurações, as autoridades o levaram a diferentes locais relacionados ao caso, incluindo o banheiro e as áreas onde os pertences e o corpo apareceram, para a verificação de seu depoimento.
A polícia segue investigando os detalhes do crime e a possível motivação por trás do crime.
