Nantan, Japão – O caso de Yuki Adachi ganhou novos contornos após revelações sobre a vida do menino de 11 anos encontrado morto em Nantan, província de Quioto.
Colegas de escola relataram que a criança dizia abertamente que “odiava o padrasto”. Isso levantou questionamentos sobre o ambiente familiar antes do crime, informou a agência Kyodo na segunda-feira (20).
O corpo do menino apareceu em uma área de mata a cerca de dois quilômetros da escola onde estudava. O padrasto dele, também chamado Yuki Adachi, de 37 anos, foi preso inicialmente sob suspeita de abandonar o corpo. No entanto, o acusado deve também responder por homicídio.
De acordo com pessoas ligadas à escola, o menino costumava desabafar com colegas. Em uma das falas, afirmou: “Odeio meu pai (padrasto)”. Em outras ocasiões, reagia de forma negativa ao assunto, dizendo: “Não fale desse homem”. Parte dessas situações também era conhecida por alguns responsáveis.
Apesar dos relatos, a polícia informou que não havia registros de denúncias formais de abuso ou agressão envolvendo o menino. Adachi se casou com a mãe da criança em dezembro do ano passado.
Novos elementos ampliam investigação
Nos últimos dias, a investigação reuniu informações que podem ajudar a esclarecer o caso. Entre elas, a constatação de que parte das imagens da câmera do carro do suspeito havia sido apagada.
Além disso, as autoridades identificaram no celular do pai um histórico de buscas por “formas de descartar um corpo”, o que reforçou as suspeitas dos investigadores.
Outro ponto considerado relevante é que, no dia 23 de março, quando o menino desapareceu, o pai já havia comunicado a terceiros que a criança estava sumida antes mesmo de a escola entrar em contato oficialmente.
Confissão e contradições
Segundo investigadores, antes da prisão, o suspeito afirmou em depoimento voluntário que levou o filho de carro até a escola, mas depois o conduziu a outro local dentro da cidade, onde teria cometido o crime.
Ele também declarou que teria estrangulado a criança. No entanto, a autópsia não encontrou ferimentos graves, e a causa da morte segue indeterminada.
Há ainda indícios de que o padrasto moveu o corpo mais de uma vez. A polícia apreendeu o veículo do suspeito e realizou perícias em diferentes pontos da cidade, incluindo um banheiro público onde o suspeito teria deixado o corpo em algum momento.
Sem respostas definitivas até agora, a polícia continua investigando o caso para entender o que levou ao crime e o que realmente acontecia dentro da família.




