Caracas – Como parte de um benefício de Natal, três dúzias de opositores ao governo da Venezuela foram libertados da prisão neste domingo (24), informou um grupo local de direitos humanos.
Criticada dentro e fora do país por manter 268 ativistas na prisão, a administração do presidente Nicolas Maduro disse no sábado que libertaria 80 deles com penas alternativas, como serviços comunitários.
Destes, 13 foram exibidos para câmeras de televisão em encontro com a autoridade do governo, Delcy Rodriguez. Ela os criticou por violência e subversão, mas também desejou um feliz Natal.
Alfredo Romero, cujo grupo de fórum penal rastreia a detenção de ativistas políticos e manifestantes, disse que 36 pessoas foram libertados até a manhã de domingo. No entanto, ele criticou o governo por não dar a eles a anistia.
“Eles deveriam libertar não somente alguns, mas todos eles, e não prender mais”, disse ele.
Opositores do presidente Nicolás Maduro dizem que as autoridades estão mantendo de maneira injusta 268 presos políticos, sendo punidos por protestarem contra a “ditadura”.
Maduro, sucessor de Hugo Chávez, afirma que isso é um absurdo e que todos os ativistas presos estão lá sob acusações legítimas de violência e subversão.
“Que fique claro que os eventos promovidos pela oposição venezuelana extremista, que causaram mortes de venezuelanos, não podem se repetir”, disse Rodriguez aos jornalistas.
Cerca de 170 pessoas morreram pela violência em dois protestos anti-Maduro em 2014 e no início de 2017.
Países ocidentais e vizinhos latino-americanos têm criticado cada vez mais Maduro este ano, acusando-o de marcar a democracia e os direitos humanos. O governo diz que os países estrangeiros estão tentando encorajar um golpe de direita.
A administração do presidente norte-americano Donald Trump tem criticado Maduro especialmente, impondo sanções a ele e outras autoridades do país mais cedo no ano.
“Pedimos que o regime de Maduro respeite os diretos humanos”, disse a Embaixada dos EUA no Twitter no sábado (23), pedindo pela liberdade dos ativistas considerados prisioneiros políticos.
Foto: Reuters
Presidente Nicolas Maduro