Islamabad – Representantes dos Estados Unidos e do Irã realizaram uma reunião presencial de alto nível no Paquistão que terminou na madrugada deste domingo (12). O encontro, ocorrido na capital Islamabad, durou cerca de 14 horas e contou com a mediação direta das autoridades paquistanesas.
No entanto, o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, confirmou que as delegações não chegaram a um consenso sobre os temas centrais em disputa, informou a emissora NHK.
A reunião envolveu o vice-presidente Vance, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o chefe do Exército do Paquistão, general Asim Munir. Apesar do longo tempo de diálogo, as partes mantêm posições distantes, o que torna o futuro das negociações incerto.
Vance retornou aos EUA após o encontro, mas as negociações entre os dois países, que ocorrem no meio de um cessar-fogo de duas semanas, devem continuar pelo segundo dia neste domingo.
O impasse das “linhas vermelhas” e a questão nuclear
Após o encerramento das conversas, J.D. Vance conversou com jornalistas e explicou que apresentou propostas substantivas ao lado iraniano.
Segundo o vice-presidente, o governo americano deixou claro quais são os seus limites inegociáveis. “Estabelecemos nossas ‘linhas vermelhas’ e os pontos onde não pretendemos ceder, mas eles escolheram não aceitar nossas condições”, declarou o líder americano.
Além disso, os Estados Unidos exigem um compromisso claro de que o Irã não buscará meios para obter armas nucleares. Vance classificou a oferta atual como a “última e melhor proposta” de Washington. Nesse sentido, o governo americano agora aguarda para observar se Teerã mudará de postura nos próximos dias.
EUA e Irã geram conflito de interesses no Estreito de Ormuz
Por outro lado, o governo do Irã reconheceu que restam divergências profundas, embora tenha sinalizado que as negociações podem continuar sob sugestão do Paquistão.
A mídia estatal iraniana, por meio da agência Tasnim, acusou os Estados Unidos de travarem o progresso com “demandas excessivas”.
De acordo com relatos locais, o controle do Estreito de Ormuz é um dos principais motivos do atrito. Enquanto Washington exige a restauração imediata da liberdade de navegação na área, Teerã insiste em manter a gestão da via marítima.
Simultaneamente ao diálogo diplomático, a tensão militar cresce na região. O Comando Central dos EUA anunciou o início da remoção de minas que teriam sido instaladas pela Guarda Revolucionária do Irã no estreito.
Pela primeira vez desde o início das operações militares atuais, dois destróieres americanos atravessaram o local. Em resposta, a Guarda Revolucionária emitiu um comunicado alertando que qualquer tentativa de passagem será confrontada com severidade.
Perguntas frequentes
- Qual foi o principal resultado da reunião em Islamabad?
As delegações dos Estados Unidos e do Irã não chegaram a um acordo. O vice-presidente J.D. Vance afirmou que os iranianos rejeitaram os termos propostos, mantendo o cenário de incerteza diplomática. - O que os Estados Unidos exigem para fechar o acordo?
Washington exige que o Irã desista formalmente de buscar armas nucleares e aceite a livre circulação de navios no Estreito de Ormuz. O governo americano descreveu essas condições como sua “proposta final”. - Qual é a situação atual no Estreito de Ormuz?
A tensão é alta, pois os EUA começaram a retirar minas navais da região e enviaram navios de guerra para cruzar o estreito. O Irã contesta a presença americana e ameaça reagir militarmente a novas travessias.




