Washington, Estados Unidos – O cessar-fogo entre Israel e Líbano entrou em vigor na quinta-feira (16), após acordo entre os líderes dos dois países mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A trégua tem duração de 10 dias e ocorre em meio às negociações mais amplas entre EUA e Irã.
Logo após o anúncio, Trump divulgou a decisão em suas redes sociais. Em seguida, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou o acordo e detalhou as condições iniciais.
A medida surge em um momento de forte tensão na região. Além disso, faz parte de um esforço diplomático que envolve diretamente Washington e Teerã.
Cessar-fogo entre Israel e Líbano começa com impasses
Apesar do acordo, Netanyahu afirmou que as tropas israelenses permanecerão no sul do Líbano durante o período da trégua. Por isso, o entendimento ainda enfrenta incertezas.
Ao mesmo tempo, o Hezbollah, grupo militante libanês apoiado pelo Irã, não confirmou se respeitará o cessar-fogo. O grupo havia exigido a retirada das forças israelenses como condição.
Enquanto isso, os impactos do conflito seguem evidentes. Segundo informações da BBC, mais de 2.100 pessoas morreram desde 2 de março. Além disso, cerca de 7 mil ficaram feridas nos ataques israelenses, conforme o Ministério da Saúde do Líbano.
Pressão nas negociações entre EUA e Irã
O cessar-fogo entre Israel e Líbano também se conecta diretamente às negociações entre Estados Unidos e Irã. Atualmente, os dois países mantêm uma pausa de duas semanas para tentar avançar em um acordo de paz.
Nesse sentido, a continuidade dos ataques no Líbano se tornou um dos principais pontos de tensão e o fim das hostilidades aparece como condição importante nas tratativas entre Washington e Teerã.
Assim, o acordo de trégua busca reduzir a pressão diplomática e abrir espaço para avanços nas negociações.
Reunião histórica na Casa Branca
Trump afirmou que convidou Netanyahu e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, para uma reunião na Casa Branca. Segundo ele, o encontro pode marcar as primeiras conversas significativas entre os países desde 1983.
Na terça-feira (14), representantes de Israel e Líbano realizaram negociações diretas em Washington. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conduziu o encontro.
Com isso, o diálogo diplomático ganha força após mais de três décadas sem contato direto.
Conflito segue sem definição
Apesar da trégua, o conflito no Oriente Médio continua sem previsão de encerramento. A guerra envolvendo Estados Unidos e Irã, iniciada no final de fevereiro, ampliou as tensões na região.
No fim de semana, as negociações em Islamabad não avançaram. As divergências incluem temas sensíveis, como a reabertura do Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano.
Ainda assim, Trump afirmou na quinta-feira (16) que os EUA estão “muito perto” de um acordo com o Irã. Segundo ele, uma nova rodada de negociações pode ocorrer já neste fim de semana no Paquistão.
Perguntas frequentes
- O que prevê o cessar-fogo entre Israel e Líbano?
O acordo estabelece uma trégua de 10 dias, sem retirada imediata das tropas israelenses do sul do Líbano.
- O Hezbollah aceitou o cessar-fogo?
Até o momento, o grupo não deixou claro se irá respeitar a trégua.
- Por que o cessar-fogo é importante para os Estados Unidos?
Porque faz parte das negociações com o Irã e busca reduzir tensões no Oriente Médio.




