Seul, Coreia do Sul – Kim Keon Hee, esposa do ex-presidente da Coreia do Sul, foi condenada a 20 meses de prisão por corrupção na quarta-feira (28), de acordo com informações do The Asahi Shimbun.
Seu marido, o ex-presidente Yoon Suk Yeol, implementou a lei marcial na Coreia do Sul em dezembro de 2024, o que levou ao seu impeachment e à perda do cargo. Ele ainda aguarda o veredito sobre acusações de rebelião que podem resultar até em pena de morte ou prisão perpétua.
A investigação afirmou que a ex-primeira-dama não estava envolvida na aplicação da lei marcial, porém, ela recebeu acusações de corrupção. O Tribunal Distrital Central de Seul condenou Kim por receber presentes de luxo, como um colar de diamantes Graff e uma bolsa da marca Chanel, da Igreja da Unificação em troca de favores comerciais.
Em uma transmissão ao vivo da sentença, o tribunal afirmou: “Por estar próxima do presidente, a primeira-dama pode exercer uma influência significativa sobre ele e é uma figura simbólica que representa o país juntamente com o presidente. Mas a ré explorou sua posição para buscar ganhos pessoais”.
Pena leve abre precedentes
A decisão foi considerada leve demais pelo Partido Democrático, que liderou a destituição de Yoon, considerando que a pena manda um recado errado de que “abuso de poder como o de Kim Keon Hee pode ser tolerado”.
O procurador Min Joong-ki havia pedido uma pena de 15 anos de prisão pelas acusações de suborno, manipulação do preço das ações e violações da lei de financiamento político. O tribunal a absolveu das acusações de manipulação do preço das ações e violações da lei de financiamento político, alegando falta de provas e outros motivos.
A equipe do procurador respondeu que irá recorrer à decisão mediante um tribunal superior. Kim estava presa desde agosto, quando o tribunal de Seul aprovou um mandado de prisão contra ela, alegando a possibilidade de destruição de provas.




