Reino Unido/Filipinas – A espionagem para China resultou na prisão de suspeitos no Reino Unido e nas Filipinas na última quarta-feira (4). Autoridades dos dois países afirmam que os detidos teriam colaborado com serviços de inteligência chineses em diferentes operações.
No Reino Unido, três homens foram presos sob acusação de auxiliar um serviço de inteligência estrangeiro. Entre os envolvidos está o marido da parlamentar do Partido Trabalhista Joani Reid. Já nas Filipinas, autoridades anunciaram a prisão de cidadãos locais suspeitos de repassar informações estratégicas ao governo chinês.
Espionagem para China no Reino Unido
A polícia de Londres deteve um homem de 39 anos suspeito de participar do esquema de espionagem para China. Outros dois suspeitos, de 68 e 43 anos, foram presos no País de Gales, nas cidades de Powys e Pontyclun.
Segundo as autoridades britânicas, os três foram acusados de auxiliar um serviço de inteligência estrangeiro, o que viola a legislação de segurança nacional do país.
Com a repercussão do caso, a deputada trabalhista Joani Reid confirmou publicamente que um dos detidos é seu marido. Em comunicado, ela afirmou que não tem qualquer envolvimento com as atividades investigadas.
A investigação ocorre em meio a alertas recentes do serviço de inteligência britânico. Em novembro do ano passado, a agência MI5 avisou parlamentares sobre tentativas de recrutamento por agentes chineses.
Segundo o órgão, esses agentes utilizariam redes sociais profissionais como LinkedIn e empresas de fachada para se aproximar de políticos e funcionários públicos.
Por outro lado, o governo da China negou as acusações. Pequim classificou as alegações como “invenções e calúnias maliciosas”.
Prisões por espionagem nas Filipinas
Nas Filipinas, o Conselho de Segurança Nacional informou que agentes de segurança prenderam cidadãos filipinos suspeitos de atuar em atividades de espionagem para China.
As autoridades não divulgaram o número exato de detidos nem confirmaram se as acusações já foram formalizadas. Ainda assim, o órgão afirmou que os envolvidos confessaram participação no esquema.
Além disso, autoridades declararam que os suspeitos conduziam operações sob orientação da inteligência chinesa. Após identificar essas atividades, as forças de segurança encerraram o esquema. Fontes de segurança ouvidas pela agência Reuters indicam que pelo menos três pessoas podem estar envolvidas no caso.
Como funcionava o esquema de recrutamento
Em depoimento à Reuters, um dos suspeitos relatou que uma conhecida filipina o abordou enquanto ele trabalhava no Departamento de Defesa Nacional das Filipinas.
Inicialmente, ele recebeu uma proposta para escrever artigos de opinião pagos. Posteriormente, passou a fornecer informações sobre o Mar do Sul da China e sobre a cooperação militar entre as Filipinas e seus aliados, incluindo os Estados Unidos.
O funcionário disse que não percebeu de imediato que estava colaborando com interesses chineses. No entanto, quando começou a suspeitar da situação, afirmou que teve dificuldade em abandonar a atividade por causa da necessidade financeira. Segundo o depoimento, ele forneceu informações entre 2023 e 2025.




