Crise e paralisação de funcionários
Em junho deste ano, o Museu do Louvre atrasou sua abertura após uma paralisação de funcionários em protesto contra a superlotação de visitantes e a falta crônica de pessoal.
Sindicatos afirmam que o turismo em massa tem sobrecarregado os trabalhadores e provocado uma concentração excessiva de pessoas em determinadas áreas, especialmente na sala onde está exposta a Mona Lisa.
A segurança em torno das obras mais famosas continua rigorosa, a proteção passpi a um vidro à prova de balas em uma vitrine com controle climática, mas o roubo registrado neste domingo expôs falhas na proteção de outros milhares de objetos do acervo.
O episódio representa mais um constrangimento para uma instituição já sob escrutínio.
O caso rapidamente ganhou contornos políticos. O presidente Emmanuel Macron, cujo governo enfrenta dificuldades no Parlamento, prometeu recuperar as joias roubadas.
“O roubo do Louvre é um ataque a um patrimônio que prezamos porque faz parte da nossa história. Recuperaremos as obras e os responsáveis serão levados à justiça. Tudo está sendo feito, em todos os lugares, para alcançar esse objetivo, sob a liderança do Ministério Público de Paris”, escreveu Macron.
O líder de extrema direita Jordan Bardella aproveitou o episódio para criticar o presidente, ampliando o embate político em torno da segurança e da gestão do patrimônio cultural francês.




