Washington, Estados Unidos – O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou posse com seu vice, JD Vance, na segunda-feira (20), declarando que a “era de ouro” americana começa “agora”, ao mesmo tempo em que ressaltou que o “declínio” do país acabou com a sua volta à Casa Branca. “Deste dia em diante, nosso país florescerá e será respeitado novamente em todo o mundo. Seremos a inveja de todas as nações e nunca mais permitiremos que se aproveitem de nós. A cada dia da Administração Trump, colocarei os EUA em primeiro lugar”, disse.
Donald Trump, aos 78 anos de idade, se tornou o 47º presidente do país em uma cerimônia restrita no Capitólio, diante das baixas temperaturas que atingiram Washington. Uma forte operação de segurança foi montada para a cerimônia de posse, contando com mais de 25 mil agentes nas ruas.
Em seu discurso, Trump deu dicas de alguns pontos nos quais atuará com rigor: “Nossa soberania será recuperada. Nossa segurança será restaurada. A balança da justiça será reequilibrada. O uso vicioso, violento e injusto do Departamento de Justiça e do nosso governo acabará, e nossa principal prioridade será criar uma nação orgulhosa, próspera e livre”, acrescentou. “A partir deste momento, o declínio da América acabou”, ressaltou.
Em seu retorno à Casa Branca, Trump disse que será importante revitalizar a indústria manufatureira no país, e também se comprometeu a combater a censura e a promover a liberdade de expressão, além de garantir que as Forças Armadas dos Estados Unidos se tornem as mais poderosas do mundo, assumindo um papel de pacificador global.
A administração Trump iniciará com uma maioria no Congresso, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, e contará com um gabinete composto por aliados leais, o que poderá facilitar a aprovação de suas propostas e iniciativas durante o mandato. Um dos pontos que o novo presidente frisou é que revogará todos os decretos que considera radicais da administração de Joe Biden, que se encerrou na segunda-feira.
Primeiras ações
Na segunda-feira, a Casa Branca emitiu um comunicado citando algumas das prioridades da nova administração, entre elas, tornar a “América segura outra vez”, reduzir os preços e retomar o domínio do mercado de energia, “drenar o pântano”, numa referência à política de Washington, além de retomar os “valores americanos”.
A presidência promete que libertará o setor de energia dos Estados Unidos ao “acabar com as políticas de extremismo climático de Biden”, citando uma retirada do Acordo de Paris como uma medida neste sentido.
Trump deverá declarar emergência nacional na fronteira sul com o México, enviar tropas para lá e retomar uma política forçando migrantes em busca de asilo a esperar no México por suas audiências no tribunal dos EUA – tudo um prelúdio para o que ele descreveu como uma operação sem precedentes para deportar milhões de imigrantes ilegais.
Após a posse, as autoridades de fronteira dos EUA disseram que haviam encerrado um programa de Biden que permitia que centenas de milhares de migrantes entrassem nos EUA legalmente, agendando um horário em um aplicativo. Os horários existentes foram cancelados.
Trump também disse que pretende retomar o controle do Canal do Panamá, o qual diz estar nas mãos da China. Além de defender a liberdade de expressão e acabar com a censura e perseguição que afirma haver nos EUA, Trump frisou que o país voltará a ser terra “com dois gêneros: o feminino e o masculino”.
Foto: Reprodução/NHK
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