Moscou – Vladimir Putin, 71 anos, conquistou uma vitória esmagadora nas eleições russas de domingo (17), com 87,8% dos votos, segundo dados preliminares, o maior resultado na história pós-soviética da Rússia, fortalecendo seu já firme controle sobre o poder, informou a agência Reuters.
Putin vê o resultado como uma validação da posição russa contra o Ocidente e sua intervenção na Ucrânia, enviando uma mensagem clara de que a Rússia estará presente no cenário mundial, em guerra ou paz, por muitos anos.
Ao completar seu novo mandato de seis anos, Putin se tornará o líder mais duradouro da Rússia em mais de 200 anos, superando Josef Stalin.
Países como Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido criticaram a eleição por não ser livre nem justa, citando o aprisionamento de opositores políticos e censura.
O candidato comunista Nikolai Kharitonov ficou em segundo lugar com quase 4% dos votos, seguido por novatos e ultranacionalistas em resultados parciais.
Putin prometeu priorizar o que ele chama de operação militar especial na Ucrânia e fortalecer as forças armadas russas, reforçando a unidade nacional contra as intimidações externas.
Inspirados pelo líder da oposição Alexei Navalny, que faleceu na prisão, milhares protestaram contra Putin. Ele minimizou os protestos e lamentou a morte de Navalny, mencionando uma possível troca de prisioneiros.
Respondendo a críticas sobre a democracia russa, Putin apontou falhas no sistema político e judiciário dos EUA, questionando a sua democraticidade.
A eleição foi marcada pelo contexto de guerra, com ataques ucranianos a refinarias russas e Putin sugerindo a criação de uma zona de buffer na Ucrânia para prevenir futuros ataques.
Apesar do controle estatal sobre a eleição e a ausência de desafiantes reais, a alta participação de 74,22% e o apoio visível a Putin contrastam com a repressão a protestos e a ausência de líderes de oposição significativos, com muitos no exílio, presos ou falecidos.
Foto: Arquivo/Reuters
Vladimir Putin, presidente da Rússia