Nova York – As autoridades dos EUA acusaram o líder de uma organização mafiosa japonesa de contrabando de materiais nucleares de Mianmar com o objetivo de serem usados pelo Irã em armas nucleares, informou o Departamento de Justiça norte-americano na última quarta-feira (21).
Takeshi Ebisawa, de 60 anos, e o cúmplice tailandês Somphop Singhasiri, de 61 anos, estavam envolvidos no tráfico de drogas, armas e material nuclear, chegando ao ponto de oferecer urânio e plutônio de grau armamentista para o Irã, de acordo com Anne Milgram, chefe da Administração de Controle de Drogas.
“É arrepiante imaginar as consequências se esses esforços tivessem sido bem-sucedidos”, disse à agência Reuters Matthew Olsen, assistente do Procurador Geral.
Os dois homens foram acusados em 2022 de tráfico internacional de narcóticos e de crimes relacionados a armas de fogo. As novas acusações foram incluídas em um processo complementar.
Se condenado pelas novas acusações, Ebisawa pode pegar prisão perpétua nos EUA.
As autoridades norte-americanas afirmam que Ebisawa, que está detido em uma prisão no Brooklyn, é uma figura sênior na organização criminosa japonesa conhecida como Yakuza, com operações no Sri Lanka, Mianmar, Tailândia e EUA, segundo a BBC.
O Departamento de Justiça dos EUA disse que Ebisawa e seus cúmplices mostraram amostras de materiais nucleares na Tailândia a um agente secreto dos EUA, que se passava por um traficante de drogas e armas com ligações a um general iraniano.
As amostras nucleares, vindas de Mianmar, foram apreendidas pelas autoridades tailandesas e transferidas para investigadores dos EUA, onde um laboratório confirmou que o material continha urânio e plutônio de grau armamentista.
Ebisawa enfrenta acusações que incluem contrabando internacional de materiais nucleares, tráfico de narcóticos, conspiração para adquirir, transferir e possuir mísseis antiaéreos e lavagem de dinheiro.
Foto: Reprodução/X
Takeshi Ebisawa, preso nos EUA por uma série de crimes