Tóquio, Japão – Na direção oposta de outros países, o Japão não se manifestou contra o plano dos Estados Unidos de fornecer bombas cluster – ou de fragmentação – à Ucrânia para sua contraofensiva contra a Rússia, noticiou a Kyodo News.
Esse tipo de armamento é proibido em mais de 100 países. Quando lançada, a bomba explode no ar e espalha grande quantidade de bombas menores, que atingem alvos indistintamente.
Em sua entrevista rotineira com jornalistas, o secretário-chefe do Gabinete japonês, Hirokazu Matsuno, absteve-se de fazer uma avaliação direta sobre o plano dos EUA, mas disse que Tóquio confirmou o compromisso de Washington de mitigar o impacto das armas sobre os civis na Ucrânia.
Matsuno disse que o Japão está ciente de que os Estados Unidos oferecerão munições cluster e que a Ucrânia as usará exclusivamente em seu território.
Washington anunciou na sexta-feira (7) que fornecerá as armas a Kiev pela primeira vez como parte de um pacote de ajuda militar de US$ 800 milhões para apoiar a Ucrânia na defesa de seu território invadido pela Rússia em fevereiro de 2022.
A partir desta terça-feira (11) será realizada uma cúpula de dois dias da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Lituânia, e alguns de seus membros, como a Grã-Bretanha, Alemanha e Canadá, expressaram oposição ao uso ou fornecimento de bombas de fragmentação.
O Japão participará do encontro, embora não seja membro da organização, mas por ser parceiro da aliança transatlântica.
O problema das bombas de fragmentação, segundo a Convenção sobre Munições Cluster, é que esse tipo de arma libera numerosas bombas menores para matar pessoas indiscriminadamente e também podem deixar munições não detonadas, levando a mortes de civis não intencionais.
Os Estados Unidos, a Rússia e a Ucrânia não fazem parte da convenção.
Foto: Reuters
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