Tóquio, 15/fev – A Corte Suprema do Japão condenou à pena de morte o japonês Masami Tsuchiya, 46 anos, um dos ex-líderes da seita Verdade Suprema (Aum Shinrikyo), atualmente denominada Aleph. O julgamento, realizado nesta terça-feira em Tóquio, foi em terceira instância e por isso o réu não pode mais pedir apelação. A mesma pena tinha sido anunciada nas duas instâncias anteriores.
A seita foi responsável pelo ataque com gás sarin que aconteceu no dia 20 de março de 1995, ficando conhecido como o pior atentado terrorista da história do Japão. Durante a hora de maior movimento no metrô, membros da Verdade Suprema liberaram o gás na rede subterrânea, matando 12 usuários e expondo cerca de 5 mil pessoas aos seus efeitos.
Segundo o processo judicial, Tsuchiya seria um dos cabeças na produção do gás sarin, produto que foi utilizado também em um ataque em Matsumoto (Nagano). Até o momento, 11 membros da seita, incluindo o fundador Shoko Asahara, foram condenados à morte. Outros dois acusados, Seiichi Endo, 50, e Tomomasa Nakagawa, 48, aguardam sentença da Corte Suprema depois de terem entrado com recurso de apelação.
Procurados
Dezesseis anos se passaram desde que aconteceu o ataque com gás sarin no metrô de Tóquio e a polícia ainda procura três fugitivos, ex-membros da seita. Quem passar informações a respeito do paradeiro deles poderá receber uma recompensa de até 5 milhões de ienes referente a cada um.
No Japão, os casos de homicídio prescrevem em 15 anos, mas a legislação prevê anulação da medida se algum outro envolvido no crime estiver sendo julgado. Os fugitivos não poderão mais ser condenados à morte, mas existe ainda a pena de prisão por tempo indeterminado.
O gás sarin foi desenvolvido pelos nazistas na década de 30 e é 20 vezes mais poderoso que o letal gás de cianeto. A exposição prolongada pode levar a paralisia, coma, infarto e problemas respiratórios. Muita gente ainda sofre os efeitos colaterais, entre eles danos cerebrais, problemas na respiração e depressão.
Membros da seita, que foi fundada em 1984, declararam que os ataques foram efetuados segundo ordens do líder Asahara, cujo verdadeiro nome é Chizuo Matsumoto, acusado de 13 crimes que provocaram a morte de 27 pessoas e feriram outras milhares. Parte das vítimas é formada por advogados dos dissidentes da organização ou de pessoas que lutavam legalmente contra a lavagem cerebral realizada pelo grupo e por sua progressiva marginalização social.
foto
Policial com cartaz sobre os ex-membros foragidos da seita
Arquivo
Veja quem são os três criminosos procurados pela polícia:

Makoto Hirata
Data de nascimento: 27 de março de 1965
Altura: 1,83 metro
Katsuya Takahashi
Data de nascimento: 26 de abril de 1958
Altura: 1,73 metro
Naoko Kikuchi
Data de nascimento: 9 de dezembro de 1971
Altura: 1,59 metro




