TÓQUIO – Cientistas japoneses dizem que descobriram uma maneira de desconectar as memórias associadas no cérebro. Eles esperam que o estudo possa ajudar a desenvolver um novo tratamento para o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
Uma equipe liderada pelo professor Kaoru Inokuchi da Universidade de Toyama deu choques elétricos em ratos para implantar memórias de medo. Eles fizeram soar um alarme de som durante o experimento. Os ratos receberam então água doce enquanto o alarme soava.
À medida que os experimentos progrediam, os ratos começaram a se encolher com o medo apenas por beber água doce. Beber isso os fez ter medo de receber mais choques elétricos devido à sua memória do som do alarme.
Como os pesquisadores observaram como as memórias são formadas no cérebro, eles descobriram que a memória dos choques elétricos e a memória de água doce foram armazenados em diferentes conjuntos de células em uma parte do cérebro chamada amígdala cerebelosa. A equipe também observou que quando os 2 conjuntos de células parcialmente se sobrepõem, as memórias estão ligadas.
Os cientistas usaram uma técnica especial para restringir a função celular da parte sobreposta. Eles descobriram que os ratos não se lembravam do medo de choques elétricos, mostrando que as duas memórias haviam se separado. Eles dizem que o método restringe uma função celular no cérebro que liga memórias de diferentes épocas e locais.
Inokuchi diz que as descobertas lançam nova luz sobre o mecanismo de como memórias ligadas formam conhecimento e idéias. Ele disse que seu estudo poderia abrir caminho para novas formas de tratar o TEPT e outros transtornos mentais.
Foto: Reprodução/NHK




