Tóquio- Uma ligação de um número desconhecido muitas vezes é suficiente para gerar aflição, preocupação e curiosidade. Atender ou não a chamada é a primeira dúvida que passa na mente nos poucos segundos em que o telefone toca e, por uma variedade de motivos, muitos preferem ignorar a ligação.
Ao menos foi o que mostrou uma pesquisa realizada no Japão pelo portal Mynavi News, nos dias 22 a 24 de julho deste ano. Das 500 pessoas entrevistadas, 381 (76,2%) revelaram que não atendem ao telefone nestes casos.
Quando questionados sobre os motivos, o “medo” foi a principal resposta, seguido de afirmativas como “suspeitar da ligação”, “sentir aborrecimento” ou “deduzir que é um vendedor”. Em todos os casos, a aflição de se incomodar ao telefone se mostrou mais forte do que a coragem de atender.
Histórias marcantes
Para as 119 pessoas (23,8%) que afirmaram atender aos telefonemas desconhecidos, alguns episódios se tornaram marcantes. Para muitos, as ligações foram identificadas como engano ou como telefonemas de vendedores, no entanto, em alguns casos, acabaram seguindo um rumo inesperado.
Uma pessoa disse na pesquisa que recebeu uma ligação por engano de um homem estrangeiro e, após avisar que era engano, passou a receber cantadas do homem ao telefone. Para outro entrevistado, a experiência marcante foi quando atendeu ao telefone e ouviu de repente uma mensagem parabenizando-o por ter sido sorteado.
Uma coincidência provocou um verdadeiro choque para outra pessoa que participou da entrevista. Segundo o relato, o homem recebeu a ligação desconhecida quando a família havia ido passear na Disneylândia de Tóquio e no horário em que deveriam estar chegando ao local.
Na ligação, que ocorreu por engano, um suposto vendedor teria dito que havia chegado ao local em Chiba e perguntado o que deveria fazer agora, confundindo o homem.
Outros relatos marcantes, como a de uma mulher que recebeu a ligação de uma idosa dizendo que ia tomar o remédio deixado “ali” e de outra que relevou que o telefonema estranho era de um perseguidor (stalker, em inglês), também foram contados na entrevista.
Foto: Banco de imagens




