Tóquio – O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social abriu um Comitê especializado para investigar se as substâncias contidas nos cigarros eletrônicos são benéficas para a saúde ou não.
Na quinta-feira, o resultado da análise mostrou que, de nove marcas que comercializam o produto, quatro apresentaram a substância cancerígena formaldeído (que é o formol quando está em solução líquida), informou o jornal Sankei nesta sexta-feira.
A substância, em quantidades acima do limite, já foi relacionada em alguns estudos com a leucemia, câncer de pulmão, de cérebro e nasal. Quando inalada, a absorção do formaldeído pelo organismo é estimada em quase 100%.
Além disso, de 103 tipos de soluções utilizadas em cigarros eletrônicos, 48 apresentaram também a presença de nicotina em poucas quantidades. No entanto, a maioria das marcas vendiam os produtos com a promessa de não conter nicotina.
De acordo com o Comitê, das quatro marcas que apresentaram problemas, algumas estavam no mesmo nível dos cigarros de papel e outras possuíam mais riscos para a saúde do que o cigarro tradicional.
Na avaliação, o Comitê chegou a dizer que não necessariamente os produtos causariam danos reais para a saúde, mas que pela análise, foram julgados como um método preocupante para a saúde do consumidor.
Cigarros eletrônicos no Japão
Através de uma solução de aroma e sabor, que é aquecida para a liberação de um vapor sugado, os cigarros eletrônicos imitam os tradicionais e passaram a ser vendidos como uma promessa de tratamento alternativo para o vício do tabaco.
Os produtos foram acolhidos em diversos países e ficaram conhecidos como substitutos mais saudáveis para o cigarro comum. No Japão, a novidade chegou em 2010 e passou a ser vendida sem regulamentação da lei de fiscalização de equipamentos e produtos medicinais.
Em uma pesquisa realizada na internet com 8.240 pessoas, 6,6% afirmaram já ter utilizado cigarros eletrônicos alguma vez. Para o Comitê, além dos riscos, os produtos também são ineficazes no objetivo de ajudar na cura do vício do tabaco, pois utilizam fórmulas com nicotina.
Foto: Reuters




