Tahara, Japão – A Toyota decidiu suspender, entre segunda (3) e sexta-feira (7), a produção na fábrica de Tahara, na província de Aichi, devido aos impactos do terremoto que atingiu Kumamoto. A unidade fabrica veículos utilitários esportivos (SUVs), como o Land Cruiser, informou o jornal Yomiuri.
Embora Aichi fique distante da região de Kyushu, a montadora levou em consideração os problemas enfrentados por fornecedores de peças e pelo setor de logística.
Os efeitos do terremoto começam a se prolongar, principalmente na indústria de transformação. No setor automotivo, as dificuldades no fornecimento de componentes obrigaram até fábricas que já haviam retomado as operações a interromper novamente a produção.
Toyota volta a paralisar fábricas em Fukuoka
As três fábricas da Toyota Motor Kyushu na província de Fukuoka retomaram as atividades na manhã de quarta-feira (29), após o terremoto. No entanto, a empresa voltou a suspender a produção na noite do mesmo dia e decidiu manter as unidades paradas até quarta-feira (5).
A Daihatsu também prorrogou até 5 de agosto a paralisação de suas fábricas nas cidades de Kurume, em Fukuoka, e Nakatsu, na província de Oita.
Além disso, a Nissan anunciou que manterá parte das operações suspensas até 5 de agosto em duas fábricas de uma subsidiária localizada em Fukuoka. Segundo a montadora, atrasos no fornecimento de peças causaram a paralisação.
Honda e fabricantes de peças também são afetadas
A Honda prorrogou até sexta-feira a suspensão das atividades em sua fábrica de motocicletas na cidade de Ozu, em Kumamoto. A unidade precisa passar por trabalhos de recuperação em algumas áreas. Inicialmente, a empresa previa manter a fábrica fechada somente até o dia 31.
Já a Astemo Uki, subsidiária da fabricante de componentes automotivos Astemo, ainda não tem previsão para retomar as atividades em sua fábrica na cidade de Uki, também em Kumamoto. Parte da parede externa da unidade desabou por causa do terremoto.
A fábrica da Aisin Kyushu, subsidiária da gigante de autopeças Aisin, permanece parada em Kumamoto. A unidade produz componentes como peças para portas de veículos.
Durante uma entrevista coletiva sobre os resultados financeiros da empresa, o vice-presidente da Aisin, Daisuke Kondo, afirmou: “Começamos a inspecionar as linhas de produção. Se não houver problemas de segurança ou qualidade, retomaremos as atividades gradualmente.”




