Yonaguni, Japão – A descoberta de explosivos da Segunda Guerra Mundial no litoral japonês vai levar a uma operação inédita na Ilha de Yonaguni, em Okinawa. A Força Marítima de Autodefesa do Japão anunciou que detonará, no próximo mês, quatro bombas de 250 quilos que estavam no fundo do mar.
Os artefatos pertencem à antiga Marinha Imperial Japonesa e, inicialmente, mergulhadores os encontraram em dezembro de 2020. Investigações subaquáticas posteriores confirmaram um cenário mais amplo: ao todo, 22 bombas estão espalhadas pela costa de Tarumai.
Parte dessas munições permanece presa a recifes de coral, o que impede a remoção. Segundo a Força Marítima, o risco de explosão é baixo, desde que não haja impacto direto, como o lançamento de âncoras na área.
Operação de detonação das bombas já tem data
Das 22 bombas identificadas, quatro ainda possuem seus fusíveis intactos e terão sua destruição controlada. Por isso, a detonação submersa está marcada para o dia 4 de junho, a cerca de 320 metros do quebra-mar do Porto de Kubura.
Durante a operação, haverá restrições rigorosas. A entrada na água e atividades de mergulho estarão proibidas em um raio de três quilômetros a partir das 8h30 até o fim dos trabalhos. Além disso, a navegação também será restrita, com interdição para embarcações em um raio de 300 metros.
Esta será a primeira vez que uma ação desse tipo é realizada na ilha de Yonaguni.
Outras bombas seguem sob análise
Apesar da operação no próximo mês, ainda não há definição sobre o destino dos outros 18 explosivos que continuam na região. As Forças de Autodefesa não informaram quantos deles terão sua remoção segura.
Por fim, as autoridades continuam conduzindo análises detalhadas e indicaram que pretendem lidar com os artefatos restantes ao longo dos próximos anos.




