Nantan, Japão – A Polícia da Província de Quioto realizou, nesta quarta-feira (15), uma operação de busca e apreensão na residência de Yuki Adachi, de 11 anos, informou o jornal Sankei.
O estudante da escola primária de Sonobe estava desaparecido desde 23 de março e teve seu corpo localizado na segunda-feira (13). No entanto, as autoridades decidiram intensificar as investigações devido a uma série de inconsistências entre os depoimentos da família e as provas físicas colhidas até agora.
O desaparecimento ocorreu no dia 23 de março. Naquela manhã, o pai de Yuki afirmou que deixou o filho de carro perto da escola por volta das 8h. Contudo, as câmeras de segurança da região não registraram a movimentação do veículo nem a presença do menino.
Além disso, nenhuma pessoa relatou ter visto a criança no local naquele horário.
A lacuna de três horas e as falhas de comunicação
Um ponto central da investigação foca no período entre as 8h30 e as 11h50 da manhã do desaparecimento. O professor responsável notou a ausência de Yuki logo cedo, mas não entrou em contato com a família de imediato.
Por causa de uma confusão sobre o cronograma escolar — o menino havia avisado que faltaria no dia 24 —, o docente acreditou que a ausência estava programada para o dia 23.
Dessa forma, a mãe só recebeu o aviso sobre o desaparecimento do filho quase quatro horas depois. Isso impediu que as buscas começassem imediatamente. Enquanto isso, a escola realizava a cerimônia de formatura, o que pode ter contribuído para a falha de comunicação.
Itens dispersos e indícios de crime
A localização dos pertences de Yuki intriga os peritos pela falta de lógica geográfica. No dia 29 de março, um parente encontrou a mochila escolar amarela em uma montanha a três quilômetros da escola. Curiosamente, equipes de resgate já tinham vasculhado aquela área específica três vezes nos dias anteriores sem encontrar nada.
Posteriormente, no domingo (12), a polícia achou um par de tênis pretos em outra região montanhosa. Este local ficava a cinco quilômetros de distância de onde a mochila estava.
Por fim, na segunda-feira, os agentes encontraram o corpo do menino em uma floresta a cerca de dois quilômetros da escola. Ele não tinha ferimentos aparentes e uma autópsia realizada na terça-feira não conseguiu determinar a causa da morte.
Próximos passos da investigação
A distância entre o corpo, os sapatos e a mochila torna improvável a hipótese de que a criança tenha caminhado sozinha e descalça por terrenos tão acidentados.
Por esse motivo, a polícia trata o caso como uma possível ocorrência criminal e não apenas um acidente trágico.
De acordo com o professor de Direito Shuichiro Hoshi, da Universidade Metropolitana de Tóquio, a justiça só autoriza buscas domiciliares quando existem evidências sólidas.
“A emissão do mandado sugere que os investigadores possuem provas suficientes para suspeitar que novos indícios importantes estejam na residência”, explica o especialista. Nesse sentido, a perícia busca agora fechar o cerco sobre o que realmente aconteceu com o menino.
Perguntas frequentes
- Por que a polícia suspeita que não foi um acidente?
A polícia considera improvável que um menino de 11 anos caminhasse descalço por quilômetros em uma montanha. Além disso, a mochila apareceu em um local que já havia sido revistado três vezes. - Qual foi o erro cometido pela escola de Yuki?
O professor confundiu as datas e achou que Yuki tinha permissão para faltar no dia 23, quando a dispensa era para o dia 24. Isso atrasou o aviso aos pais em quase quatro horas. - O que as câmeras de segurança revelaram sobre o dia do desaparecimento?
As câmeras de monitoramento próximas à escola não registraram o carro do pai nem a presença de Yuki, o que contradiz o depoimento inicial da família.





Suspeito que os pais tëm a ver com a morte do menino.