Yokohama, Japão – A Polícia da Província de Kanagawa prendeu dois homens nesta quarta-feira (1º) sob suspeita de invasão de propriedade e furto. Os detidos teriam utilizado o ChatGPT, uma ferramenta de inteligência artificial, para tentar descobrir o valor de mercado de produtos furtados, informou o jornal Asahi.
De acordo com as investigações, um dos suspeitos enviou fotos de uma motosserra para a IA com a pergunta: “por quanto posso vender isso?”.
Os criminosos, identificados como Yuto Nakano e Hiroto Urabe, ambos de 21 anos e desempregados, moram na cidade de Maebashi. A polícia afirma que a dupla agiu em conjunto entre os dias 19 e 21 de janeiro para invadir uma instalação na cidade de Fujioka, em Gunma. Na ocasião, eles furtaram uma motosserra e um cortador de grama, itens avaliados em cerca de 20 mil ienes.
Análise de celular revelou o crime
A descoberta do caso ocorreu após Nakano ser preso em flagrante em fevereiro, por invadir o terreno de uma residência em Yokohama. Durante a perícia no smartphone do suspeito, os investigadores encontraram as conversas com o ChatGPT.

Além da imagem da motosserra, o histórico do chat detalhava o interesse em lucrar com o objeto.
A partir desse registro e do depoimento dos jovens, a polícia conseguiu ligá-los ao furto em Gunma. Embora Nakano tenha buscado compradores pela internet, a motosserra continua desaparecida. Urabe afirmou em depoimento que eles decidiram descartar o equipamento após a tentativa frustrada de venda.
Série de invasões na região de Gunma
Os dois detidos são ex-colegas de trabalho e admitiram que a prática era recorrente. Nakano confessou que a dupla realizou cerca de dez invasões a residências vazias na província de Gunma desde o início de janeiro.
Nesse sentido, os criminosos explicaram que o objetivo era puramente financeiro. Eles focavam em objetos de decoração e peças de metal para revender e obter dinheiro rápido.
Por outro lado, os suspeitos descartavam imediatamente qualquer item que não apresentasse valor de mercado imediato ou que não conseguissem vender com facilidade.
Perguntas frequentes
- Como a inteligência artificial ajudou na prisão dos suspeitos?
A polícia não usou a IA para investigar, mas encontrou o crime ao analisar o celular de um suspeito. Ele havia enviado fotos dos objetos furtados ao ChatGPT para perguntar o valor de venda, o que serviu como prova da posse dos itens furtados. - O que aconteceu com os itens furtados pelos criminosos?
Segundo os depoimentos, a dupla vendia objetos de metal e decorações. No entanto, a motosserra citada no caso da IA foi descartada pelos suspeitos e ainda não foi recuperada pelas autoridades.




