Saitama, Japão – Um erro médico em Saitama causou a morte de um paciente com leucemia e deixou outros dois em estado crítico. O caso aconteceu no Centro Médico Infantil da província, que comunicou o incidente à polícia na última terça-feira (10), segundo informações divulgadas pela agência Kyodo News.
Segundo o hospital, os três pacientes receberam injeções de quimioterapia entre janeiro e outubro do ano passado. Um deles morreu em fevereiro deste ano e os outros dois continuam inconscientes e em estado crítico.
Todos os pacientes são do sexo masculino e têm menos de 20 anos, sendo que um deles tem menos de 10 anos.
Medicamento errado encontrado nos exames
Funcionários do hospital encontraram o medicamento vincristina no líquido cefalorraquidiano dos pacientes.
Médicos utilizam esse medicamento no tratamento de câncer e aplicam a substância exclusivamente por via intravenosa. No entanto, indícios indicam que alguém aplicou o remédio em injeções na medula óssea.
Esse tipo de aplicação representa alto risco e pode provocar graves danos neurológicos. Por isso, o uso incorreto da vincristina pode causar complicações severas e, em muitos casos, levar à morte.
Pacientes receberam tratamento meses antes da descoberta
O hospital informou que os três pacientes receberam as injeções durante tratamentos realizados entre janeiro e outubro do ano passado.
Um dos jovens morreu em fevereiro, já os outros dois continuam internados em estado crítico e sem consciência.
Funcionários do hospital detectaram o medicamento no sistema nervoso central dos pacientes, o que levantou suspeitas de aplicação inadequada da substância.
Diante da gravidade do caso, a direção do hospital decidiu comunicar oficialmente o incidente às autoridades.
Polícia investiga possível atividade criminosa
A polícia agora investiga o erro médico em Saitama e a direção do hospital afirmou que não descarta a possibilidade de ação criminosa.
O armazenamento do medicamento também levantou suspeitas, já que, segundo o hospital, a vincristina ficava guardada em uma sala trancada.
Agora, os investigadores tentam esclarecer se ocorreu falha humana, erro de procedimento ou manipulação intencional do tratamento. Enquanto isso, o hospital colabora com as autoridades e conduz uma apuração interna para entender como o erro aconteceu.




