Tóquio, Japão – Uma equipe de cientistas do Instituto de pesquisa científica Riken e da startup médica OrganTech, sediada em Tóquio, anunciou nesta quarta-feira (25) a descoberta de um novo tipo de célula essencial para a formação de cabelos. O estudo foi realizado em camundongos e pode abrir caminho para novos tratamentos contra a calvície e outros tipos de alopecia, informou o jornal Nihon Keizai.
Os resultados foram publicados na revista científica internacional Biochemical and Biophysical Research Communications. O estudo foi liderado pelo cientista Takashi Tsuji, pesquisador visitante do Riken e fundador da OrganTech.
Até agora, os cientistas sabiam que dois tipos de células eram necessários para a formação dos fios de cabelo: as células-tronco epiteliais e as células da papila dérmica. No entanto, a nova pesquisa identificou um terceiro tipo, chamado de “célula de suporte à regeneração do folículo piloso”.
Ao adicionar essa terceira célula às duas já conhecidas, os pesquisadores conseguiram formar artificialmente o folículo piloso — a estrutura responsável pelo crescimento dos cabelos. Essa descoberta permitiu reproduzir o processo completo de formação dos fios em laboratório.
Possível aplicação contra a calvície
A regeneração do folículo piloso pode representar um avanço importante no tratamento da queda de cabelo. Segundo os pesquisadores, a técnica pode permitir que novos fios voltem a crescer mesmo após a progressão da calvície.
Em estudos anteriores, a equipe já havia demonstrado que a combinação de dois tipos de células podia gerar estruturas iniciais do folículo piloso que, ao serem transplantadas na pele, produziam cabelos.
Porém, observou-se que outras células presentes ao redor do local transplantado também participavam do processo, sugerindo que um terceiro tipo celular era necessário para a formação completa do folículo.
Utilizando um método especial de separação celular, os pesquisadores identificaram as chamadas células de suporte à regeneração do folículo piloso em folículos de camundongos adultos. Com a inclusão dessas células, tornou-se possível criar folículos pilosos completos de forma artificial.
A equipe planeja iniciar estudos clínicos com seres humanos entre o fim de 2026 e 2027, nos quais as células recém-descobertas poderão ser testadas como possível tratamento para a queda de cabelo.




