Tóquio, Japão – O número de denúncias de abuso infantil em centros de assistência social do Japão ultrapassou 220 mil pelo segundo ano fiscal consecutivo, com quase 60% dos casos envolvendo abuso psicológico, segundo dados do governo.
Em reportagem do Kyodo News, o total de denúncias foi de 223.691, com uma queda de 1.818 em relação ao ano anterior, marcando a primeira vez que, desde o ano fiscal de 1990, a tendência de alta foi interrompida.
De acordo com o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar e a Agência da Criança e da Família, este ainda é o segundo nível mais alto depois do ano fiscal de 2023, o que reforça a necessidade de intensificar as medidas de combate ao abuso infantil.
Do total de casos de abuso relatados no ano fiscal de 2024, 133.024 foram de abuso psicológico, incluindo 77.947 casos de violência doméstica ocorridos na presença de crianças. As denúncias de abuso físico chegaram a 52.535, os casos de negligência a 35.612 e os casos de abuso sexual totalizaram 2.520.
Cerca de metade do total de casos foi reportado pela polícia aos centros de proteção à criança. Mais de 8% das denúncias partiram de vizinhos e conhecidos, sendo quase a mesma porcentagem por parentes e escolas. Menos de 2% foram denunciados pelas próprias vítimas.
Em caso de suspeita de abuso, os centros de proteção à criança têm o direito de assumir a custódia temporária da criança e inspecionar a residência onde a criança vive. Em abril de 2025, havia 240 centros em todo o Japão.
Devido ao aumento de casos de abuso infantil, os centros estão sob crescente pressão, o que levou o governo a buscar o aumento do número de assistentes sociais e psicólogos nestas unidades em todo o país.




