Tóquio, Japão — A NHK anunciou nesta quarta-feira (28) uma expansão sem precedentes em sua estratégia de combate à inadimplência. Para o ano fiscal de 2026, que começa em abril, a emissora estatal planeja realizar 2.000 cobranças judiciais abrangendo todas as províncias do Japão, marcando o maior volume de processos civis de sua história, informou a Oricon News.
A aceleração das cobranças é fruto da criação do “Centro de Medidas Especiais para Taxas de Recepção”, estabelecido na sede da emissora em outubro do ano passado. O objetivo central da unidade é garantir a “justiça no pagamento” entre os cidadãos.
Os números mostram que a estratégia está surtindo efeito. Apenas nos três meses iniciais do Centro (outubro a dezembro), foram protocolados 398 pedidos de cobrança judicial — mais do que o triplo do total registrado em todo o ano fiscal anterior.
Até o fim de março deste ano, a NHK deve atingir cerca de 750 processos, concentrando-se em áreas com baixos índices de pagamento, como Tóquio, Osaka, Chiba, Saitama, Aichi e Okinawa.
A pressão jurídica parece ter intimidado os inadimplentes. Entre outubro e dezembro do ano passado, aproximadamente 40 mil residências e empresas que possuíam contratos de recepção, mas não pagavam as taxas há longo prazo, regularizaram suas dívidas.
O destaque fica para o período após o anúncio oficial da criação do Centro (18 de novembro): entre essa data e o fim de dezembro, o volume de pagamentos recuperados saltou para 27 mil casos, um aumento de 176% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Para o próximo ano fiscal, a NHK não limitará suas ações às metrópoles. Pela primeira vez, o procedimento civil de cobrança será executado em todas as 47 províncias do país, ultrapassando a marca de 2.000 casos anuais.
“Continuaremos a trabalhar arduamente para garantir que a carga das taxas de recepção seja distribuída de forma justa entre todos os usuários”, afirmou a emossora em nota.
A NHK alega que todas as pessoas que possuem aparelhos de TV ou dispositivos capazes de receber os sinais da emissora devem assinar um contrato para pagar a taxa. O plano do sinal comum custa 1.100 ienes por mês, enquanto a tarifa com sinal via satélite (BS e 4K) sai por 1.950 ienes mensais.




